Clínica da Mente
Início/Recursos/Glossário/Perturbação de Evitamento/Restrição da Ingestão Alimentar
Glossário · Perturbações Alimentares e da Ingestão

Perturbação de Evitamento/Restrição da Ingestão Alimentar

15 min de leitura11 referências científicas

Uma criança come apenas cinco alimentos. Recusa tudo o que tenha cheiro forte, textura mole, cor diferente ou aparência desconhecida. Um adolescente evita refeições porque tem medo de vomitar. Um adulto sente pouco interesse por comida e esquece-se de comer até ficar fraco. Outra pessoa deixa de comer certos alimentos depois de se ter engasgado.

Estas situações podem parecer birra, má educação, esquisitice ou falta de apetite. Mas, quando a restrição alimentar é persistente, prejudica a nutrição, o crescimento, a saúde ou a vida social, pode tratar-se de uma perturbação chamada Perturbação de Evitamento/Restrição da Ingestão Alimentar — também conhecida pela sigla ARFID, do inglês Avoidant/Restrictive Food Intake Disorder.

A ARFID não é o mesmo que anorexia nervosa. A pessoa não restringe alimentos porque quer emagrecer, porque se sente gorda ou porque tem medo de ganhar peso. A restrição surge por outros motivos: sensibilidade sensorial, medo de engasgar ou vomitar, experiências aversivas com alimentos, ansiedade nas refeições ou baixo interesse pela alimentação.

A pessoa pode querer comer melhor, mas sentir que não consegue. Pode ter medo, nojo, bloqueio, náusea, pânico ou incapacidade real de experimentar alimentos novos.

A Psicoterapia HBM pode ajudar de forma acessória quando existem fatores emocionais associados, como ansiedade, medo, vergonha, experiências alimentares traumáticas, tensão familiar ou insegurança. No entanto, a intervenção principal deve envolver avaliação nutricional, terapia alimentar, exposição gradual, apoio familiar e profissionais especializados.

O que é — Definição Clínica

De acordo com o DSM-5-TR, a Perturbação de Evitamento/Restrição da Ingestão Alimentar caracteriza-se por uma perturbação persistente na alimentação ou ingestão de alimentos que impede a pessoa de satisfazer necessidades nutricionais ou energéticas adequadas.

  • Perda de peso significativa ou dificuldade em ganhar peso

  • Atraso de crescimento em crianças

  • Défices nutricionais

  • Dependência de suplementos nutricionais

  • Necessidade de alimentação entérica em casos graves

  • Prejuízo significativo na vida social, escolar, profissional ou familiar

Três formas principais

A ARFID pode apresentar-se de três formas principais, que podem existir separadamente ou em conjunto. A primeira é a sensibilidade sensorial aos alimentos: a pessoa evita alimentos por textura, cheiro, sabor, temperatura, cor, aparência ou mistura de consistências. A segunda é o medo de consequências aversivas: a pessoa evita comer por medo de engasgar, vomitar, ter dor abdominal, reação alérgica, náusea ou outro desconforto. A terceira é o baixo interesse pela alimentação: a pessoa sente pouco apetite, esquece-se de comer, fica cheia rapidamente ou tem pouca motivação para se alimentar.

A ARFID pode ocorrer em crianças, adolescentes e adultos. É mais reconhecida em crianças, mas pode persistir ou surgir noutras idades.

Sintomas e Sinais

A ARFID pode manifestar-se de formas diferentes. Nem todas as pessoas têm os mesmos sintomas.

CategoriaSintomas comunsImpacto real no quotidiano
SensorialRecusa por textura, cheiro, cor, temperatura ou aparênciaRepertório alimentar muito reduzido
Medo alimentarMedo de engasgar, vomitar, ter dor ou reação físicaPânico nas refeições e evitamento de alimentos
Baixo interessePouca fome, esquecer-se de comer, saciedade precocePerda de peso, fadiga ou atraso de crescimento
NutricionalDéfices de ferro, vitaminas, minerais, proteínas ou energiaNecessidade de suplementos ou acompanhamento médico
SocialEvitar festas, restaurantes, escola, viagens ou refeições em famíliaIsolamento, vergonha e conflitos familiares

Repertório alimentar muito restrito

Algumas pessoas comem apenas um conjunto muito reduzido de alimentos seguros. Podem aceitar apenas uma marca, uma textura, uma cor ou uma forma de preparação. Por exemplo, podem comer massa simples, pão branco, batatas, frango seco ou alimentos crocantes, mas recusar molhos, misturas, sopas, frutas maduras ou alimentos com cheiro intenso.

Reações intensas a alimentos novos

Perante um alimento novo, a pessoa pode sentir nojo, ansiedade, náusea, choro, bloqueio, medo ou pânico. Isto não deve ser confundido automaticamente com desafio ou birra.

Medo de engasgar ou vomitar

Algumas pessoas desenvolvem ARFID depois de uma experiência assustadora, como engasgar, vomitar, ter gastroenterite, reação alérgica ou ver outra pessoa passar por isso. A partir daí, comer passa a ser vivido como perigoso.

Baixo interesse por comida

Algumas pessoas não sentem fome suficiente, cansam-se de comer, ficam cheias rapidamente ou parecem indiferentes à comida. Nestes casos, a restrição pode não vir do medo ou nojo, mas da pouca motivação alimentar.

Impacto físico e social

  • Perda de peso ou baixo peso

  • Atraso de crescimento

  • Fadiga e anemia

  • Obstipação

  • Défices vitamínicos

  • Fragilidade e dificuldades de concentração

  • Atraso pubertário

  • Necessidade de suplementos nutricionais

  • Evitamento de festas, restaurantes, escola ou viagens

  • Isolamento social por vergonha ou medo

Causas e Fatores de Risco

A ARFID não tem uma causa única. Pode surgir por combinação de fatores sensoriais, experiências aversivas, ansiedade, baixo apetite, neurodesenvolvimento, dificuldades gastrointestinais e ambiente familiar.

Sensibilidade sensorial

Algumas pessoas sentem sabores, cheiros e texturas de forma muito intensa. Um alimento que parece normal para os outros pode ser vivido como intolerável: demasiado mole, pegajoso, fibroso, misturado, forte, amargo ou imprevisível. Isto é comum em pessoas com autismo, PHDA ou sensibilidades sensoriais, mas também pode ocorrer sem diagnóstico de neurodesenvolvimento.

Experiência aversiva com alimentos

Um episódio de engasgamento, vómito, dor, alergia, intoxicação alimentar ou mal-estar pode deixar a pessoa com medo de comer. O alimento, a refeição ou até o ato de engolir ficam associados a perigo.

Ansiedade

A ansiedade pode aumentar muito o evitamento alimentar. A pessoa antecipa que vai engasgar, vomitar, sentir nojo ou ser pressionada. Quanto mais pressão sente, mais o corpo bloqueia.

Baixo apetite ou pouco interesse

Algumas pessoas sempre tiveram pouco interesse por comida. Podem preferir brincar, trabalhar, estudar ou dormir em vez de comer. O problema surge quando esta falta de interesse compromete peso, crescimento, energia ou saúde.

Dificuldades gastrointestinais

Refluxo, obstipação, dor abdominal, náusea, alergias, intolerâncias ou experiências digestivas desconfortáveis podem contribuir para medo de comer. Mesmo quando o problema físico melhora, o medo pode manter-se.

Pressão nas refeições

A intenção dos pais ou cuidadores é muitas vezes ajudar. Mas pressionar, obrigar, castigar, ameaçar ou transformar cada refeição numa batalha pode aumentar a ansiedade alimentar. A exposição precisa de ser gradual, segura e previsível.

Fatores emocionais associados

Em alguns casos, stress, trauma, insegurança, medo, conflitos familiares ou experiências de perda podem agravar a restrição. A Psicoterapia HBM pode ter papel acessório nestas situações, ajudando a compreender o que emocionalmente mantém o medo, o bloqueio ou a tensão nas refeições.

Como é Diagnosticada

O diagnóstico deve ser feito por profissionais qualificados, como pediatra, pedopsiquiatra, psiquiatra, psicólogo clínico, nutricionista, terapeuta da fala, terapeuta ocupacional ou equipa especializada em perturbações alimentares. A avaliação deve incluir saúde física, nutrição, comportamento alimentar, desenvolvimento e fatores emocionais.

  • História alimentar: alimentos aceites, recusados, marcas, texturas, cheiros, cores, horários e padrões de refeição.

  • Crescimento e peso: peso atual, evolução, percentis, curva de crescimento, perda de peso ou dificuldade em ganhar peso.

  • Estado nutricional: défices de ferro, vitaminas, minerais, proteínas, energia e hidratação.

  • Motivo da restrição: sensorialidade, medo de engasgar/vomitar, baixo interesse, dor, náusea ou ansiedade.

  • História médica: refluxo, alergias, intolerâncias, obstipação, dor abdominal, vómitos, engasgamento ou doenças gastrointestinais.

  • Neurodesenvolvimento: autismo, PHDA, deficiência intelectual, dificuldades sensoriais ou de comunicação.

  • Impacto psicossocial: escola, família, amigos, restaurantes, festas, viagens e autonomia.

  • Diagnóstico diferencial: anorexia nervosa, bulimia, perturbação de compulsão alimentar, Perturbação de Ruminação, Pica, depressão, ansiedade, TOC, perturbações gastrointestinais e seletividade alimentar comum.

A seletividade alimentar comum não é ARFID quando a criança cresce bem, tem energia, mantém nutrição adequada e a alimentação não causa prejuízo significativo. O MSD/Merck distingue a seletividade comum da ARFID pelo impacto no apetite, ingestão global, crescimento e desenvolvimento.

Tratamentos Disponíveis

O tratamento da ARFID deve ser individualizado. Depende da idade, gravidade, peso, défices nutricionais, tipo de evitamento e contexto familiar. Em muitos casos, é necessária uma equipa multidisciplinar.

Avaliação médica e nutricional

  • Monitorizar peso e crescimento

  • Avaliar défices nutricionais

  • Corrigir anemia ou carências vitamínicas

  • Tratar refluxo, obstipação, dor ou náusea

  • Usar suplementos nutricionais

  • Considerar alimentação entérica em casos graves

  • Acompanhar risco médico quando há baixo peso

Terapia alimentar e exposição gradual

  • Olhar para o alimento

  • Tocar

  • Cheirar

  • Aproximar dos lábios

  • Lamber

  • Morder e cuspir

  • Mastigar

  • Engolir pequenas quantidades

A repetição sem pressão ajuda o cérebro a aprender que aquele alimento pode ser seguro.

Terapia Cognitivo-Comportamental para ARFID (CBT-AR)

  • Psicoeducação

  • Monitorização alimentar

  • Exposição a alimentos

  • Treino de tolerância ao desconforto

  • Redução de evitamento

  • Trabalho com medo de engasgar ou vomitar

  • Aumento gradual da variedade alimentar

  • Prevenção de recaída

Terapia familiar

  • Reduzir pressão e críticas

  • Manter refeições previsíveis

  • Apoiar exposições graduais

  • Reforçar pequenos progressos

  • Evitar transformar a mesa num campo de batalha

  • Equilibrar segurança nutricional e autonomia

Terapia ocupacional e integração sensorial

Quando há hipersensibilidade sensorial, terapia ocupacional pode ajudar a trabalhar textura, cheiro, temperatura, coordenação oral, tolerância sensorial e adaptação progressiva.

Terapia da fala ou terapia alimentar

Quando há dificuldades de mastigação, deglutição, medo de engolir ou problemas oro-motores, terapeuta da fala ou terapeuta alimentar pode ser importante.

Psicoterapia HBM como intervenção acessória

  • Que medo está ligado à alimentação

  • Se houve um episódio traumático de engasgamento, vómito ou dor

  • Que ansiedade surge nas refeições

  • Que tensão familiar se organiza em torno da comida

  • Que vergonha ou isolamento a pessoa sente

  • Que experiências emocionais aumentam o bloqueio

  • Que padrões de proteção ou evitamento mantêm a restrição

No entanto, a HBM não deve substituir avaliação médica, nutricional, terapia alimentar, exposição gradual, CBT-AR ou intervenção familiar. Aqui, o seu papel é acessório: ajudar a trabalhar fatores emocionais que podem contribuir para a manutenção da restrição alimentar.

A Clínica da Mente pode ajudar?

A Clínica da Mente pode ajudar de forma acessória, sobretudo quando a ARFID está associada a ansiedade, medo, vergonha, trauma alimentar, experiências de engasgamento ou vómito, tensão familiar, insegurança emocional ou evitamento social.

  • Quando começou a restrição alimentar

  • Que alimentos são sentidos como ameaçadores

  • Que medo surge perante alimentos novos

  • Se existe memória de engasgamento, vómito, dor ou doença

  • Que emoções aparecem nas refeições

  • Que pressão familiar ou social aumentou o bloqueio

  • Que vergonha ou isolamento se instalou

  • Que padrões de evitamento mantêm o problema

  • Como aumentar segurança emocional nas refeições

No entanto, a ARFID exige frequentemente uma abordagem integrada. A Clínica da Mente não deve ser apresentada como substituto de avaliação pediátrica, nutricional, psiquiátrica, terapia alimentar, terapia ocupacional, terapia da fala ou intervenção familiar. O trabalho mais seguro combina avaliação física, plano nutricional, exposição gradual e apoio emocional acessório quando há fatores emocionais associados.

Como Viver com Esta Perturbação

Viver com ARFID pode ser difícil para a pessoa e para a família. A alimentação deixa de ser simples e passa a envolver medo, tensão, vergonha ou exaustão.

Evitar pressão excessiva

Forçar, ameaçar ou castigar pode aumentar ansiedade e resistência. O objetivo é criar segurança e progressos pequenos, não vencer uma batalha.

Celebrar pequenos passos

Para quem tem ARFID, tocar num alimento novo pode ser uma vitória. Cheirar, lamber ou dar uma pequena dentada já pode ser progresso.

Manter refeições previsíveis

Rotinas ajudam: horários estáveis, ambiente calmo, expectativas claras e alimentos seguros junto de pequenas exposições.

Não retirar todos os alimentos seguros

Alimentos seguros mantêm nutrição e reduzem pânico. A expansão alimentar deve ser gradual, sem retirar de repente aquilo que a pessoa consegue comer.

Trabalhar com a escola

A escola deve compreender que não se trata de birra. Pode ser necessário adaptar refeições, evitar humilhação e apoiar o plano terapêutico.

Monitorizar crescimento e saúde

Peso, energia, crescimento, menstruação, concentração, sono e humor devem ser acompanhados.

Mitos e Verdades

MitoVerdade
É apenas birra.ARFID é uma perturbação alimentar reconhecida e pode causar défices nutricionais graves.
A criança come quando tiver fome.Esta abordagem pode ser perigosa em crianças com ARFID e agravar medo ou restrição.
É o mesmo que anorexia.Na ARFID não há foco em emagrecer ou medo de engordar.
Basta obrigar a provar.Pressão pode aumentar ansiedade. A exposição deve ser gradual e orientada.
A Psicoterapia HBM resolve o problema.A HBM é acessória; o tratamento principal envolve avaliação nutricional, terapia alimentar, exposição e apoio familiar.
Só acontece em crianças.Pode ocorrer em adolescentes e adultos.
Se come alguns alimentos, não é grave.Pode haver défices nutricionais mesmo com ingestão de alguns alimentos.
Os pais são culpados.A família pode influenciar o ciclo, mas a ARFID tem múltiplos fatores e deve ser abordada sem culpa.

Quando Procurar Ajuda

Deve procurar ajuda se uma criança, adolescente ou adulto apresenta restrição alimentar persistente que afeta saúde, crescimento, energia ou vida social.

  • Come muito poucos alimentos

  • Perde peso ou não ganha peso esperado

  • Tem atraso de crescimento

  • Apresenta anemia ou défices nutricionais

  • Evita grupos inteiros de alimentos

  • Sente pânico perante alimentos novos

  • Tem medo de engasgar ou vomitar

  • Evita festas, restaurantes, escola ou viagens por causa da comida

  • Depende de suplementos para manter nutrição

  • Tem autismo, PHDA ou dificuldades sensoriais

  • Há conflitos intensos nas refeições

  • A família sente que já não consegue gerir o problema

A ARFID pode melhorar com tratamento adequado. A intervenção deve combinar avaliação médica e nutricional, exposição gradual, terapia alimentar, apoio familiar e, quando necessário, psicoterapia. A Psicoterapia HBM pode ajudar de forma acessória quando há ansiedade, trauma alimentar, vergonha, tensão familiar ou fatores emocionais associados, mas não substitui o tratamento nutricional e alimentar necessário.

Se houver perda de peso acentuada, desidratação, desmaios, fraqueza intensa, recusa alimentar grave, sinais de desnutrição ou risco médico imediato, deve procurar urgência médica.

Tópicos relacionados

ARFIDperturbação alimentarseletividade alimentarmedo de engasgarsensibilidade sensorialpsicoterapia HBM

Partilhar este artigo

Referências Científicas

  1. 1.American Psychiatric Association (2022). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (5.ª ed., texto revisto; DSM-5-TR). American Psychiatric Association Publishing.
  2. 2.Thomas, J. J., & Eddy, K. T. (2019). Cognitive-Behavioral Therapy for Avoidant/Restrictive Food Intake Disorder: Children, Adolescents, and Adults. Cambridge University Press.
  3. 3.MSD Manual Professional Edition (2025). Avoidant/Restrictive Food Intake Disorder (ARFID). Merck & Co..
  4. 4.Royal College of Psychiatrists (2025). Avoidant/restrictive food intake disorder (ARFID). Royal College of Psychiatrists.
  5. 5.Kambanis, P. E., & Thomas, J. J. (2024). Avoidant/restrictive food intake disorder: Recent advances in neurobiology and treatment. Journal of Eating Disorders.
  6. 6.Bourne, L., Bryant-Waugh, R., Cook, J., & Mandy, W. (2020). Avoidant/restrictive food intake disorder: A systematic scoping review of the current literature. Psychiatry Research, 288, 112961.
  7. 7.Norris, M. L., Spettigue, W., & Katzman, D. K. (2016). Update on eating disorders: Current perspectives on avoidant/restrictive food intake disorder in children and youth. Neuropsychiatric Disease and Treatment, 12, 213–218.
  8. 8.Oliveira, J., Certal, C., & Domingues, C. (2017). Impact of the human behaviour map psychotherapeutic model in depressive disorder. Psychreg Journal of Psychology, 1(2), 54–59. Ver fonte
  9. 9.Oliveira, J., Certal, C., & Domingues, C. (2018). O Modelo Psicoterapêutico HBM na Perturbação Depressiva. Livro de Atas do 3.º Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses.
  10. 10.Certal, C. (2018). Anguish… the pain of death: Predictors of suicidal ideation. Journal of Psychology and Clinical Psychiatry, 9(4), 366–367. Ver fonte
  11. 11.Gonçalves, F., & Ribeiro, S. (2021). HBM Psychotherapeutic Model in Depressive Disorder – Case Study. American Journal of Medicine and Surgery, 6, 1–5.

Publicado em