Psicoterapia HBM
Uma abordagem estruturada à história e aos padrões emocionais
O Human Behaviour Map, ou HBM, é um protocolo psicoterapêutico desenvolvido na Clínica da Mente.
A abordagem dá particular atenção às experiências de vida, às memórias emocionalmente significativas e aos padrões aprendidos que podem estar associados ao sofrimento atual.
Desde 2008, o protocolo tem sido utilizado no acompanhamento de pessoas com ansiedade, depressão, ataques de pânico e outras dificuldades emocionais.
Nesta página explicamos como funciona, de onde surgiu, que investigação existe e quais são os limites da evidência disponível.
O que é a Psicoterapia HBM?
A Psicoterapia HBM — Human Behaviour Map — é um modelo psicoterapêutico que procura compreender como a história de cada pessoa contribuiu para a formação dos seus padrões emocionais atuais.
O modelo parte da ideia de que muitos sintomas de ansiedade, depressão ou pânico não surgem isoladamente. Podem estar ligados a experiências, memórias, crenças e aprendizagens emocionais que continuam a influenciar a forma como a pessoa interpreta e reage às situações no presente.

Em vez de se concentrar apenas na gestão dos sintomas atuais, a HBM constrói um mapa individual do comportamento emocional da pessoa:
- O que está a sentir
- Como reage
- Que padrões se repetem
- Quando e em que contexto esses padrões se desenvolveram
- Que experiências continuam emocionalmente ativas
Depois de identificados os padrões relevantes, o profissional utiliza as técnicas do protocolo HBM, incluindo a Ressignificação Emocional Dinâmica — RED — para trabalhar a relação emocional da pessoa com essas experiências e promover novas formas de sentir e reagir.
É uma intervenção individual e estruturada, com objetivos definidos e avaliação da evolução ao longo do processo.
Cada pessoa tem uma história diferente. Por isso, a formulação clínica, as experiências trabalhadas e os resultados também variam.
Conhecer o processo terapêuticoTransparência sobre o método
De onde vem a HBM?
A HBM foi desenvolvida a partir do estudo e da prática em diferentes áreas do comportamento humano, incluindo procedimentos associados à hipnose clínica e à Programação Neurolinguística.
Ao longo do tempo, esses procedimentos foram reorganizados pela Clínica da Mente num protocolo próprio de avaliação e intervenção.
Reconhecemos que algumas das áreas que influenciaram o desenvolvimento da HBM são contróversas e têm níveis diferentes de sustentação científica. Por isso, distinguimos a origem histórica do protocolo, os dados recolhidos na prática clínica e a validação científica independente que ainda é necessária.
HBM e outras abordagens
Cada abordagem responde a uma necessidade diferente — e muitas vezes complementam-se. Aqui está, com honestidade, o que distingue o trabalho que fazemos.
| Critério | Psicoterapia HBM | Terapia cognitivo-comportamental (TCC) | Medicação |
|---|---|---|---|
| Foco principal | A origem emocional do sofrimento | Padrões de pensamento e de comportamento | Equilíbrio bioquímico e alívio dos sintomas |
| Formato | Programa estruturado, com início, meio e fim | Sessões regulares, sem duração pré-definida | Toma diária sob acompanhamento médico |
| Duração típica | 8 a 10 semanas | Variável (frequentemente vários meses) | Definida pelo médico |
| Combina-se com as outras? | Sim — pode ser feita em paralelo com TCC e/ou medicação | Sim | Sim |
| Quem acompanha | Psicólogo / Psicoterapeuta com formação em HBM | Psicólogo / psicoterapeuta | Médico (psiquiatra ou clínico geral) |
Para Quem é Indicado o HBM?
O HBM foi estudado e aplicado clinicamente nestas condições. Se a sua situação não está listada, a Consulta de Avaliação serve precisamente para perceber se esta abordagem é adequada para si.
Não encontra a sua situação? Fale connosco. A Consulta de Avaliação e Diagnóstico serve para perceber se o Tratamento HBM é adequado para si.
O Dr. Pedro Brás explica
O Dr. Pedro Brás, CEO da Clínica da Mente e criador da Psicoterapia HBM, explica o princípio fundamental que distingue o HBM de todas as outras abordagens.

Criador do Método
Dr. Pedro Brás
Diretor da Clinica da Mente - Psicoterapeuta · Criador do Método HBM ·
"Quando falava com as pessoas que me diziam que estavam tristes, que tinham medos, eu sentia que o problema não era o cérebro delas mas sim as experiências que tinham vivido. Com este pensamento estudei a fundo a forma como a nossa mente funciona e desenvolvi técnicas para que as pessoas possam sair dos estados negativos em que se encontram."
O que os nossos dados mostram — e o que ainda não permitem concluir
A Clínica da Mente tem recolhido dados sobre a evolução de pessoas acompanhadas com o protocolo HBM e desenvolvido trabalhos apresentados ou publicados em diferentes contextos.
Num dos estudos internos sobre ansiedade, 90,3% da amostra avaliada terminou a intervenção sem ansiedade ou com níveis ligeiros. No acompanhamento realizado um ano depois, 89,9% das pessoas avaliadas mantinha essa classificação.
Estudo interno sobre ansiedade generalizada. Avaliação com escala GAD-7. Apresentado no Congresso Nacional de Psicologia da Saúde (2020).
Acompanhamento realizado um ano após o fim da intervenção, nas pessoas avaliadas no mesmo estudo.
O que estes dados podem indicar
- A evolução das pessoas incluídas e avaliadas nos estudos
- A possibilidade de acompanhar resultados através de instrumentos psicométricos
- Áreas que justificam investigação adicional
- Que o protocolo HBM pode ser aplicado de forma estruturada e com monitorização da evolução
- Que a utilização de instrumentos psicométricos permite comparar resultados entre diferentes momentos do acompanhamento
- Que os resultados são consistentes entre os estudos disponíveis sobre ansiedade e depressão
- Que a manutenção dos resultados a 1 ano é um indicador relevante para avaliar a durabilidade da intervenção
- Que existe base suficiente para justificar estudos independentes com metodologias mais robustas
O que estes dados não permitem afirmar
- Que todas as pessoas alcançarão o mesmo resultado
- Que a HBM é superior a outras psicoterapias
- Que as mudanças foram causadas exclusivamente pela HBM
- Que os resultados se aplicam da mesma forma a todas as perturbações
A investigação disponível foi maioritariamente desenvolvida por profissionais ligados à Clínica e ao modelo HBM. São necessários estudos independentes, comparativos, com amostras adequadas e metodologias previamente definidas.
Publicamos os estudos, os instrumentos utilizados, as amostras, os resultados e as limitações para que possam ser analisados de forma informada.
Transparência
Perguntas difíceis.
Respostas honestas.
“Mas a Psicoterapia HBM é reconhecida? Não será pseudociência?”
É uma pergunta legítima e nós respondemos-lhe directamente — com dados, com o que nos distingue da TCC e da hipnose, e com a nossa posição sobre o parecer da Ordem dos Psicólogos.
Ler a resposta do Dr. Pedro BrásPessoas Reais. Recuperações Reais.
32 pessoas que deram a cara pela sua recuperação. Estas são três delas.
"Eu me sentia dentro de uma caixa fechada e eu não conseguia sair, não conseguia gritar. Depois do HBM, finalmente respirei."
"Voltar a viver após 20 anos de depressão. Parecia impossível, mas aconteceu. O HBM foi a única coisa que funcionou."
"Não sabia o que estava a acontecer, achei mesmo que ia morrer. Em 8 semanas percebi a origem e libertei-me."
Perguntas de Quem Já Tentou Outras Coisas
Respondemos com honestidade às dúvidas mais frequentes de quem chega cético.
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Perguntas difíceis.
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Psicólogo, psiquiatra ou psicoterapeuta — a quem recorrer?
Explicamos o que distingue cada profissional, o que diz a lei portuguesa e quem, na nossa equipa, o vai acompanhar.
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