Clínica da Mente
Início/Recursos/Glossário/Tricotilomania
Glossário · Perturbação Obsessivo-Compulsiva e Relacionadas

Tricotilomania

12 min de leitura8 referências científicas

Imagine sentir uma tensão interna crescente. Pode ser ansiedade, inquietação, frustração, cansaço, vazio, irritação ou uma sensação difícil de explicar. A pessoa tenta ignorar, distrair-se ou controlar-se, mas a pressão aumenta.

Então arranca um fio de cabelo, uma pestana, um pelo da sobrancelha ou de outra zona do corpo. Por alguns segundos, sente alívio. A tensão baixa. O estado interno parece quebrar-se.

Mas pouco depois surgem culpa, vergonha, tristeza ou arrependimento. A pessoa olha para as falhas, tenta esconder, promete que não volta a fazer, mas quando a ansiedade regressa, o impulso pode voltar também.

A Tricotilomania, ou Perturbação de Arrancar o Cabelo, não é vaidade, falta de força de vontade nem simples mau hábito. É um comportamento repetitivo focado no corpo que pode funcionar como uma tentativa de aliviar ou interromper um estado emocional difícil.

Arrancar cabelo pode tornar-se uma forma de quebrar a ansiedade. O problema é que o alívio é temporário. A longo prazo, o ciclo mantém-se e pode causar sofrimento, vergonha, isolamento e perda visível de cabelo.

A Psicoterapia HBM é altamente recomendada para este tipo de sofrimento, porque ajuda a compreender que ansiedade, tensão ou emoção estão por trás do impulso e porque o ato de arrancar se tornou uma forma de aliviar o desconforto interno.

Resposta Rápida

A Tricotilomania é uma perturbação obsessivo-compulsiva relacionada que se caracteriza pelo ato recorrente de arrancar o próprio cabelo, resultando em perda visível e sofrimento significativo. É tratável com Psicoterapia HBM e Terapia de Reversão de Hábitos.

O que é — Definição Clínica

De acordo com o DSM-5-TR, a Tricotilomania está incluída nas Perturbações Obsessivo-Compulsivas e Relacionadas.

Caracteriza-se por arrancar recorrente do próprio cabelo, resultando em perda de cabelo, acompanhado por tentativas repetidas de diminuir ou parar esse comportamento.

Para ser considerada uma perturbação, deve causar sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional, escolar, familiar ou noutras áreas importantes da vida.

O cabelo pode ser arrancado de várias zonas:

  • couro cabeludo;

  • sobrancelhas;

  • pestanas;

  • barba;

  • braços;

  • pernas;

  • zona púbica;

  • outras áreas do corpo.

Algumas pessoas arrancam de forma consciente e focada. Outras fazem-no automaticamente, quase sem perceber, enquanto estudam, veem televisão, trabalham, leem, usam o telemóvel ou estão sozinhas.

Em muitos casos, existe tensão antes do ato e alívio durante ou logo depois. Depois pode surgir vergonha, culpa ou tristeza.

Sintomas e Sinais

A Tricotilomania manifesta-se através de comportamentos, emoções, pensamentos e impacto físico.

Categorias de sintomas

CategoriaSintomas comunsImpacto real no quotidiano
EmocionalAnsiedade, tensão, inquietação, frustração, vergonha, culpaA pessoa arranca para aliviar um estado interno difícil
Cognitiva"só mais um", "preciso tirar este fio", "depois paro", "não consigo resistir"A mente fica presa ao impulso ou ao ritual
ComportamentalArrancar cabelo, procurar fios específicos, mexer na raiz, repetir o gestoO comportamento pode tornar-se automático ou ritualizado
FísicoFalhas no cabelo, sobrancelhas ou pestanas; irritação da pele; feridasA pessoa pode tentar esconder as marcas
SocialVergonha e isolamento podem aumentarEvitar praia, cabeleireiro, fotografias, intimidade ou contacto visual

Arrancar focado

No arrancar focado, a pessoa sabe que está a arrancar. Pode sentir tensão antes, procurar um fio específico, arrancá-lo e sentir alívio.

Este tipo costuma estar mais ligado a emoções intensas, ansiedade, stress ou necessidade de descarregar tensão.

Arrancar automático

No arrancar automático, a pessoa pode só perceber depois. Está distraída, a ver televisão, a estudar, a trabalhar ou a usar o telemóvel, e dá por si com cabelo nas mãos.

Neste caso, o comportamento torna-se quase um hábito corporal associado a estados de tensão, tédio, concentração ou desconforto interno.

Rituais associados

Algumas pessoas não apenas arrancam. Também podem:

  • procurar o fio ‘certo’;

  • escolher fios com determinada textura;

  • passar o cabelo pelos lábios;

  • brincar com a raiz;

  • partir o fio;

  • morder ou engolir cabelo.

Quando há ingestão de cabelo, chamada tricofagia, pode existir risco de complicações físicas, incluindo formação de massas de cabelo no estômago. Nestes casos, é importante procurar avaliação adequada.

Vergonha e segredo

Muitas pessoas escondem a tricotilomania durante anos. Usam penteados, maquilhagem, lápis de sobrancelha, pestanas falsas, bonés ou evitam situações onde as falhas possam ser vistas.

A vergonha pode tornar o problema mais solitário.

Causas e Fatores de Risco

A Tricotilomania deve ser compreendida como um comportamento que muitas vezes surge para quebrar um estado interno difícil.

A pessoa pode sentir ansiedade, tensão, irritação, vazio, frustração, solidão, tédio ou desconforto emocional. O ato de arrancar cabelo cria uma interrupção. Por instantes, a atenção fixa-se no gesto, a tensão baixa e surge uma sensação de alívio.

O problema é que esse alívio é curto. Depois vêm culpa, vergonha e preocupação com as falhas. Estas emoções aumentam novamente a tensão e podem alimentar novo impulso.

O ciclo da tricotilomania

Etapa do cicloComo se manifesta
Ansiedade ou tensãoA pessoa sente inquietação, pressão interna, stress ou desconforto.
ImpulsoSurge vontade de tocar, procurar, puxar ou arrancar cabelo.
ArrancarO gesto interrompe a tensão e concentra a atenção.
Alívio temporárioA pessoa sente descarga, controlo ou quebra do estado ansioso.
Culpa e vergonhaDepois surgem arrependimento, tristeza ou medo das falhas.
Nova tensãoA vergonha e a ansiedade podem alimentar novo ciclo.

Ansiedade e tensão emocional

Muitas pessoas arrancam cabelo para aliviar um estado emocional. Não é uma decisão racional; é uma resposta aprendida para baixar a tensão.

A ansiedade pode estar ligada a escola, trabalho, relações, pressão familiar, medo de falhar, conflitos, solidão ou sensação de estar sobrecarregado.

Quebrar o estado ansioso

O gesto de arrancar pode funcionar como uma interrupção. Quando a pessoa está tomada por ansiedade ou inquietação, arrancar cabelo desloca a atenção para uma sensação física concreta.

Por momentos, deixa de sentir apenas a ansiedade e passa a sentir o gesto. Isto pode dar uma sensação breve de controlo. Mas como a causa emocional não foi tratada, a tensão regressa.

Vergonha e culpa

Depois do ato, a pessoa pode sentir vergonha por ter arrancado, medo de ser descoberta, culpa por não conseguir parar e tristeza pelas falhas visíveis.

Estas emoções podem aumentar o desconforto interno, tornando mais provável novo episódio.

Stress e sobrecarga

Fases de maior stress podem intensificar a tricotilomania. Exames, conflitos familiares, problemas no trabalho, pressão, mudanças, perdas ou excesso de responsabilidades podem aumentar o impulso.

Tédio e vazio

Nem sempre o impulso surge em ansiedade intensa. Também pode aparecer no tédio, solidão ou vazio. A pessoa está parada, sem estímulo, e o gesto surge como forma de ocupar, regular ou sentir algo.

Experiências de crítica ou exigência

Pessoas que cresceram com crítica, exigência, pressão para não errar ou medo de desiludir podem desenvolver formas silenciosas de descarregar tensão.

O arrancar cabelo pode tornar-se uma saída privada para uma tensão que não é expressa por palavras.

Autoimagem e vergonha corporal

Quando surgem falhas no cabelo, pestanas ou sobrancelhas, a pessoa pode ficar mais preocupada com a imagem. Tenta esconder, evita ser vista e sente-se ainda mais ansiosa.

Assim, o problema deixa de ser apenas o impulso inicial e passa também a envolver vergonha da aparência.

Tentativa de controlo

Em alguns casos, arrancar cabelo dá uma sensação de controlo num momento em que a pessoa se sente sem controlo emocional. Escolher o fio, puxar, sentir a raiz ou repetir o ritual cria uma sequência previsível.

Esta previsibilidade pode acalmar temporariamente, mas mantém o comportamento.

Como é Diagnosticada

O diagnóstico deve ser feito por um profissional qualificado, como psicólogo clínico ou psicoterapeuta com experiência em perturbações obsessivo-compulsivas e comportamentos repetitivos focados no corpo.

A avaliação deve compreender o comportamento e também o estado emocional que o antecede. Pode incluir:

  • Locais de arrancar: couro cabeludo, sobrancelhas, pestanas, barba ou outras zonas.

  • Tipo de arrancar: focado, automático ou misto.

  • Momentos de maior risco: estudo, trabalho, telemóvel, televisão, cama, solidão, stress, tédio ou conflitos.

  • Emoções antes do ato: ansiedade, tensão, irritação, vazio, culpa, tristeza, frustração ou inquietação.

  • Sensação durante o ato: alívio, descarga, prazer, controlo, concentração ou quebra da ansiedade.

  • Emoções depois: vergonha, culpa, arrependimento, medo de ser visto ou tristeza pelas falhas.

  • Tentativas de parar: estratégias usadas, períodos de melhoria e recaídas.

  • Impacto físico: falhas visíveis, irritação da pele, feridas ou ingestão de cabelo.

  • Impacto social: evitamento de cabeleireiro, fotografias, praia, relações, intimidade ou atividades sociais.

  • Diagnóstico diferencial: é importante distinguir tricotilomania de problemas dermatológicos, alopécia areata, hábitos passageiros, tiques, automutilação, POC, ansiedade ou perturbações alimentares.

Quando existe ingestão de cabelo, deve ser avaliado o risco físico associado.

Tratamentos Disponíveis

A Tricotilomania pode ser tratada. O objetivo não é apenas "parar de arrancar", mas compreender o ciclo emocional e comportamental que mantém o impulso.

Psicoterapia HBM

A Psicoterapia HBM é altamente recomendada para a Tricotilomania, porque ajuda a compreender que estado emocional o comportamento está a tentar quebrar.

A intervenção procura identificar:

  • que ansiedade ou tensão aparece antes do impulso;

  • que emoções são difíceis de suportar;

  • quando começou o comportamento;

  • que situações ativam a vontade de arrancar;

  • se o arrancar é automático, focado ou ritualizado;

  • que sensação de alívio surge durante o ato;

  • que culpa ou vergonha aparece depois;

  • que experiências de crítica, pressão, solidão ou stress estão associadas;

  • que função emocional o comportamento cumpre;

  • que formas alternativas podem regular a ansiedade.

O objetivo é tratar a origem emocional da tensão e construir novas formas de regulação, para que a pessoa não precise de recorrer ao arrancar cabelo para aliviar o estado interno.

Terapia de Reversão de Hábitos

A Terapia de Reversão de Hábitos é uma abordagem psicológica muito usada na tricotilomania.

Inclui três componentes principais:

  • Treino de consciência: ajudar a pessoa a perceber quando, onde e como começa o impulso.

  • Identificação de gatilhos: reconhecer momentos, emoções, posturas ou situações que aumentam o risco.

  • Resposta competitiva: substituir o gesto de arrancar por outro comportamento incompatível, como fechar os punhos, segurar um objeto, sentar-se sobre as mãos, usar uma bola anti-stress ou afastar as mãos da zona.

Terapia Cognitivo-Comportamental

A Terapia Cognitivo-Comportamental pode ajudar a identificar pensamentos e padrões que mantêm o comportamento, como "já estraguei tudo", "não vou conseguir parar" ou "só mais um".

Também ajuda a criar planos para momentos de risco e a reduzir comportamentos automáticos.

Terapia de Aceitação e Compromisso

A Terapia de Aceitação e Compromisso pode ajudar a pessoa a tolerar impulsos e emoções sem agir automaticamente sobre eles.

A pessoa aprende a notar a vontade de arrancar, deixá-la subir e descer, e escolher uma resposta alinhada com os seus valores.

Estratégias sensoriais e ambientais

Algumas mudanças simples podem ajudar:

  • usar objetos para ocupar as mãos;

  • prender o cabelo;

  • cobrir temporariamente a zona de maior risco;

  • reduzir tempo em situações automáticas;

  • criar lembretes visuais;

  • evitar pinças fora de momentos necessários;

  • usar luvas ou pensos nos dedos em fases críticas.

Estas estratégias não substituem a psicoterapia, mas podem ajudar a interromper o automatismo.

Trabalho da vergonha

A vergonha é uma parte importante do tratamento. Muitas pessoas escondem a tricotilomania e sofrem em silêncio.

Falar sobre o problema em ambiente seguro ajuda a reduzir isolamento e culpa.

A Clínica da Mente pode ajudar?

Sim. A Clínica da Mente pode ajudar pessoas com Tricotilomania através da Psicoterapia HBM, que é altamente recomendada para este tipo de sofrimento.

A intervenção ajuda a compreender porque o arrancar cabelo se tornou uma forma de quebrar o estado de ansiedade, tensão ou desconforto interno.

A Clínica da Mente pode ajudar a pessoa a mapear:

  • quando começou o comportamento;

  • que emoções aparecem antes do impulso;

  • que situações aumentam a tensão;

  • se o arrancar é automático ou focado;

  • que alívio a pessoa procura no gesto;

  • que culpa e vergonha aparecem depois;

  • que experiências de vida estão ligadas à tensão;

  • que padrões de stress, solidão, exigência ou crítica alimentam o ciclo;

  • que formas alternativas podem regular a ansiedade.

O objetivo é tratar a causa emocional que mantém o impulso e ajudar a pessoa a recuperar controlo, autoestima e liberdade sem vergonha.

Como Viver com Esta Perturbação

Viver com tricotilomania pode ser muito desgastante. A pessoa pode passar o dia a tentar controlar as mãos, esconder falhas, evitar olhares e prometer que vai parar.

Observar sem julgamento

O primeiro passo é perceber quando o comportamento acontece, sem se atacar. Pergunte-se:

  • estava ansioso?

  • estava aborrecido?

  • estava sozinho?

  • estava cansado?

  • estava a evitar sentir alguma coisa?

  • estava em piloto automático?

Identificar o estado que quer quebrar

Antes de arrancar, tente perceber: "o que é que eu estou a tentar interromper?"

Pode ser tensão, medo, irritação, vazio, pressão, tristeza ou inquietação.

Ocupar as mãos

Ter alternativas pode ajudar: bola anti-stress, tecido, elástico, objeto sensorial, desenho, escrita, tricô, dobrar papel ou qualquer gesto que mantenha as mãos ocupadas.

Reduzir vergonha

A vergonha alimenta o ciclo. Falar com alguém de confiança ou procurar terapia pode ajudar a sair do segredo.

Proteger zonas vulneráveis

Em fases críticas, pode ajudar prender o cabelo, usar barreiras temporárias ou dificultar o acesso à zona onde costuma arrancar.

Procurar ajuda psicoterapêutica

Quando o comportamento causa falhas, sofrimento ou vergonha, a psicoterapia pode ajudar a tratar a tensão emocional que está por trás do impulso.

Mitos e Verdades

MitoVerdade
"É só um mau hábito."A tricotilomania envolve impulso, tensão, alívio temporário e sofrimento.
"Basta ter força de vontade."A força de vontade sozinha raramente chega quando o comportamento regula ansiedade.
"A pessoa faz isto para chamar atenção."Muitas pessoas arrancam em segredo e sentem vergonha intensa.
"É automutilação."O objetivo habitual não é causar dor, mas aliviar tensão ou quebrar um estado ansioso.
"Se parar de um dia para o outro, está resolvido."É preciso compreender o ciclo e criar novas formas de regulação emocional.
"A pessoa não quer melhorar."Muitas pessoas tentam parar repetidamente, mas precisam de ajuda adequada.
"Falar sobre isto aumenta o problema."Falar em ambiente seguro reduz vergonha e permite tratar o ciclo.
"A psicoterapia é só conversa."A psicoterapia ajuda a identificar gatilhos, quebrar automatismos e tratar a ansiedade por trás do impulso.

Quando Procurar Ajuda

Deve procurar ajuda se arranca cabelo, pestanas, sobrancelhas ou pelos de forma repetida e sente dificuldade em parar.

Também deve procurar apoio se:

  • tem falhas visíveis;

  • sente vergonha ou esconde o comportamento;

  • já tentou parar e não conseguiu;

  • arranca mais em momentos de ansiedade, tensão, tédio ou solidão;

  • sente alívio ao arrancar e culpa depois;

  • evita cabeleireiro, fotografias, praia, intimidade ou situações sociais;

  • morde ou engole cabelo;

  • percebe que o comportamento serve para quebrar um estado interno de ansiedade.

A Tricotilomania pode ser tratada. Com Psicoterapia HBM, é possível compreender a ansiedade ou tensão que está por trás do impulso, quebrar o ciclo de alívio temporário e vergonha, e desenvolver formas mais saudáveis de regulação emocional.

Se houver ingestão de cabelo, dor abdominal, vómitos, perda de peso ou suspeita de complicações físicas, deve procurar avaliação adequada.

Tópicos relacionados

tricotilomaniacabeloimpulsosTRHpsicoterapia HBM

Partilhar este artigo

Referências Científicas

  1. 1.American Psychiatric Association (2022). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (5th ed., text rev.; DSM-5-TR). American Psychiatric Association Publishing.
  2. 2.Grant, J. E., & Chamberlain, S. R. (2016). Trichotillomania. American Journal of Psychiatry, 173(9), 868–874.
  3. 3.Woods, D. W., & Houghton, D. C. (2014). Diagnosis, evaluation, and management of trichotillomania. Psychiatric Clinics of North America, 37(3), 301–317.
  4. 4.Lee, D. K., Lipner, S. R., & Friedman, A. (2019). Management of trichotillomania: Update and review. Journal of Drugs in Dermatology, 18(6), 514–518.
  5. 5.Oliveira, J., Certal, C., & Domingues, C. (2017). Impact of the human behaviour map psychotherapeutic model in depressive disorder. Psychreg Journal of Psychology, 1(2), 54–59. Ver fonte
  6. 6.Oliveira, J., Certal, C., & Domingues, C. (2018). O Modelo Psicoterapêutico HBM na Perturbação Depressiva. Livro de Atas do 3.º Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses.
  7. 7.Certal, C. (2018). Anguish… the pain of death: Predictors of suicidal ideation. Journal of Psychology and Clinical Psychiatry, 9(4), 366–367. Ver fonte
  8. 8.Gonçalves, F., & Ribeiro, S. (2021). HBM Psychotherapeutic Model in Depressive Disorder – Case Study. American Journal of Medicine and Surgery, 6, 1–5.

Publicado em