Imagine sentir uma tensão interna crescente. Pode ser ansiedade, angústia, inquietação, irritação, frustração, vazio ou uma sensação difícil de explicar. A pessoa tenta resistir, distrair-se ou controlar-se, mas a atenção prende-se a uma pequena irregularidade na pele: uma borbulha, uma crosta, uma marca, um ponto, uma textura ou uma imperfeição quase invisível.
Começa por tocar. Depois coça, belisca, espreme ou arranha. Durante alguns segundos, sente alívio. A tensão baixa. O estado interno parece quebrar-se. Mas, pouco depois, surgem culpa, vergonha, dor, arrependimento ou medo de que a pele fique marcada. A pessoa promete que não volta a fazer, tenta esconder as feridas, evita espelhos ou, pelo contrário, verifica ainda mais a pele. Quando a ansiedade ou a angústia regressam, o impulso pode voltar também.
A Perturbação de Escoriação, também conhecida como perturbação de beliscar a pele, não é falta de higiene, vaidade ou simples mau hábito. É um comportamento repetitivo focado no corpo que pode funcionar como uma tentativa de aliviar ou interromper um estado emocional difícil.
Beliscar a pele pode tornar-se uma forma de quebrar a ansiedade ou a angústia. O problema é que o alívio é temporário. A longo prazo, o ciclo mantém-se e pode causar feridas, cicatrizes, infeções, vergonha, isolamento e perda de autoestima.
A Psicoterapia HBM é altamente recomendada para este tipo de sofrimento, porque ajuda a compreender que ansiedade, angústia ou emoção estão por trás do impulso e porque o ato de escoriar a pele se tornou uma forma de aliviar o desconforto interno.
Resposta Rápida
A Perturbação de Escoriação caracteriza-se pelo ato recorrente de beliscar, coçar, espremer ou escoriar a própria pele, resultando em lesões cutâneas e sofrimento significativo. É uma perturbação obsessivo-compulsiva relacionada que funciona como mecanismo de regulação emocional. É tratável com Psicoterapia HBM e Terapia de Reversão de Hábitos.
O que é — Definição Clínica
De acordo com o DSM-5-TR, a Perturbação de Escoriação está incluída nas Perturbações Obsessivo-Compulsivas e Relacionadas.
Caracteriza-se pelo ato recorrente de beliscar, coçar, espremer ou escoriar a própria pele, resultando em lesões cutâneas. A pessoa faz tentativas repetidas de diminuir ou parar o comportamento, mas sente dificuldade em manter o controlo.
Para ser considerada uma perturbação, deve causar sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional, escolar, familiar ou noutras áreas importantes da vida.
As zonas mais afetadas podem incluir: rosto, braços, mãos, pernas, costas, peito, couro cabeludo, lábios, cutículas e zonas com borbulhas, crostas, pelos encravados ou pequenas irregularidades.
Algumas pessoas beliscam de forma consciente e focada. Outras fazem-no automaticamente, quase sem perceber, enquanto veem televisão, estudam, trabalham, usam o telemóvel, conduzem ou estão sozinhas.
Em muitos casos, existe tensão, ansiedade ou angústia antes do ato e alívio durante ou logo depois. Depois pode surgir vergonha, culpa, tristeza ou arrependimento.
Sintomas e Sinais
A Perturbação de Escoriação manifesta-se através de comportamentos, emoções, pensamentos e impacto físico.
Categorias de sintomas
| Categoria | Sintomas comuns | Impacto real no quotidiano |
|---|---|---|
| Emocional | Ansiedade, angústia, tensão, inquietação, vergonha, culpa | A pessoa belisca para aliviar ou quebrar um estado interno difícil |
| Cognitiva | "só vou tirar isto", "a pele fica melhor se eu limpar", "depois paro" | A mente fica presa à imperfeição ou ao impulso |
| Comportamental | Beliscar, coçar, espremer, arranhar, procurar irregularidades, usar pinças | O comportamento pode tornar-se automático ou ritualizado |
| Físico | Feridas, crostas, cicatrizes, irritação, infeções, manchas | A pessoa pode tentar esconder a pele |
| Social | Vergonha e isolamento podem aumentar | Evitar praia, roupa curta, fotografias, intimidade ou eventos sociais |
Beliscar focado
No beliscar focado, a pessoa percebe que está a fazê-lo. Pode sentir tensão antes, procurar uma zona específica, espremer ou arrancar uma crosta, e sentir alívio momentâneo.
Este tipo costuma estar mais ligado a emoções intensas, ansiedade, angústia, frustração ou necessidade de descarregar tensão.
Beliscar automático
No beliscar automático, a pessoa pode só perceber depois. Está distraída, a ver televisão, a usar o telemóvel, a estudar, a trabalhar ou deitada na cama, e dá por si a tocar, coçar ou espremer a pele.
Neste caso, o comportamento torna-se quase um hábito corporal associado a tensão, tédio, concentração, cansaço ou desconforto emocional.
Rituais associados
Algumas pessoas não apenas beliscam. Também podem:
- ✦
procurar imperfeições com os dedos;
- ✦
aproximar-se muito do espelho;
- ✦
usar luz forte;
- ✦
usar pinças, agulhas ou outros objetos;
- ✦
espremer até "limpar" a pele;
- ✦
arrancar crostas;
- ✦
tocar repetidamente na zona;
- ✦
comparar feridas ou marcas;
- ✦
tentar alisar a pele.
Estes rituais podem parecer uma tentativa de corrigir, mas muitas vezes acabam por agravar as lesões e manter o ciclo.
Vergonha e segredo
Muitas pessoas escondem a perturbação durante anos. Usam maquilhagem, mangas compridas, pensos, filtros, evitam contacto físico ou inventam explicações para as marcas.
A vergonha pode tornar o problema mais solitário e atrasar o pedido de ajuda.
Causas e Fatores de Risco
A Perturbação de Escoriação deve ser compreendida como um comportamento que muitas vezes surge para quebrar um estado interno difícil.
A pessoa pode sentir ansiedade, angústia, tensão, irritação, vazio, frustração, solidão, tédio ou desconforto emocional. O ato de beliscar a pele cria uma interrupção. Por instantes, a atenção fixa-se no gesto, a tensão baixa e surge uma sensação de alívio, descarga ou controlo.
O problema é que esse alívio é curto. Depois vêm culpa, vergonha, dor e preocupação com as marcas. Estas emoções aumentam novamente a tensão e podem alimentar novo impulso.
O ciclo da escoriação
| Etapa do ciclo | Como se manifesta |
|---|---|
| Ansiedade ou angústia | A pessoa sente inquietação, pressão interna, stress ou desconforto. |
| Foco na pele | Uma borbulha, crosta, pelo ou irregularidade chama a atenção. |
| Impulso | Surge vontade de tocar, coçar, espremer, arrancar ou "limpar". |
| Escoriação | O gesto interrompe a tensão e concentra a atenção. |
| Alívio temporário | A pessoa sente descarga, controlo ou quebra do estado ansioso. |
| Culpa e vergonha | Depois surgem arrependimento, tristeza ou medo das marcas. |
| Nova tensão | A vergonha e a ansiedade podem alimentar novo ciclo. |
Ansiedade e angústia emocional
Muitas pessoas beliscam a pele para aliviar um estado emocional. Não é uma decisão racional nem uma escolha simples. É uma resposta aprendida para baixar tensão interna.
A ansiedade ou angústia pode estar ligada a escola, trabalho, relações, pressão familiar, medo de falhar, solidão, conflitos, cansaço ou sensação de estar sobrecarregado.
Quebrar o estado ansioso
O gesto de beliscar pode funcionar como uma interrupção. Quando a pessoa está tomada por ansiedade, angústia ou inquietação, escoriar a pele desloca a atenção para uma sensação física concreta.
Por momentos, deixa de sentir apenas a ansiedade e passa a sentir o gesto. Isto pode dar uma sensação breve de controlo. Mas como a causa emocional não foi tratada, a tensão regressa.
Necessidade de "corrigir" a pele
Em algumas pessoas, o impulso aparece ligado à ideia de que é preciso limpar, alisar ou corrigir a pele.
Uma crosta, uma borbulha ou uma textura irregular pode parecer intolerável. A pessoa sente que só ficará tranquila quando remover aquilo. O problema é que a tentativa de corrigir pode criar novas feridas, que depois se tornam novos focos de atenção.
Vergonha e culpa
Depois do ato, a pessoa pode sentir vergonha por ter mexido na pele, medo de ser descoberta, culpa por não conseguir parar e tristeza pelas marcas visíveis.
Estas emoções aumentam o desconforto interno, tornando mais provável novo episódio.
Stress e sobrecarga
Fases de maior stress podem intensificar a escoriação. Exames, conflitos familiares, problemas no trabalho, pressão, mudanças, perdas ou excesso de responsabilidades podem aumentar o impulso.
Tédio e vazio
Nem sempre o impulso surge em ansiedade intensa. Também pode aparecer no tédio, solidão ou vazio. A pessoa está parada, sem estímulo, e o gesto surge como forma de ocupar, regular ou sentir algo.
Experiências de crítica ou exigência
Pessoas que cresceram com crítica, exigência, pressão para não errar ou medo de desiludir podem desenvolver formas silenciosas de descarregar tensão.
Beliscar a pele pode tornar-se uma saída privada para uma tensão que não é expressa por palavras.
Autoimagem e vergonha corporal
Quando surgem marcas, feridas ou cicatrizes, a pessoa pode ficar mais preocupada com a imagem. Tenta esconder, evita ser vista e sente-se ainda mais ansiosa.
Assim, o problema deixa de ser apenas o impulso inicial e passa também a envolver vergonha da aparência.
Tentativa de controlo
Em alguns casos, beliscar a pele dá uma sensação de controlo num momento em que a pessoa se sente sem controlo emocional. Procurar a imperfeição, espremer, arrancar a crosta ou repetir o ritual cria uma sequência previsível.
Esta previsibilidade pode acalmar temporariamente, mas mantém o comportamento.
Como é Diagnosticada
O diagnóstico deve ser feito por um profissional qualificado, como psicólogo clínico ou psicoterapeuta com experiência em perturbações obsessivo-compulsivas e comportamentos repetitivos focados no corpo.
A avaliação deve compreender o comportamento e também o estado emocional que o antecede. Pode incluir:
- ✦
Zonas afetadas: rosto, braços, mãos, pernas, costas, lábios, cutículas, couro cabeludo ou outras áreas.
- ✦
Tipo de escoriação: focada, automática ou mista.
- ✦
Momentos de maior risco: estudo, trabalho, telemóvel, televisão, espelho, cama, solidão, stress, tédio ou conflitos.
- ✦
Emoções antes do ato: ansiedade, angústia, tensão, irritação, vazio, culpa, tristeza, frustração ou inquietação.
- ✦
Sensação durante o ato: alívio, descarga, prazer, controlo, concentração ou quebra da ansiedade.
- ✦
Emoções depois: vergonha, culpa, arrependimento, medo de ser visto ou tristeza pelas marcas.
- ✦
Tentativas de parar: estratégias usadas, períodos de melhoria e recaídas.
- ✦
Impacto físico: feridas, crostas, infeções, cicatrizes, dor ou irritação.
- ✦
Impacto social: evitamento de roupa curta, praia, intimidade, fotografias, contacto físico ou atividades sociais.
- ✦
Diagnóstico diferencial: é importante distinguir a perturbação de escoriação de problemas dermatológicos, comichão por outra causa, acne, eczema, sarna, efeitos de substâncias, Perturbação Dismórfica Corporal, automutilação, tiques ou outros comportamentos repetitivos.
Tratamentos Disponíveis
A Perturbação de Escoriação pode ser tratada. O objetivo não é apenas "parar de beliscar", mas compreender o ciclo emocional e comportamental que mantém o impulso.
Psicoterapia HBM
A Psicoterapia HBM é altamente recomendada para a Perturbação de Escoriação, porque ajuda a compreender que estado emocional o comportamento está a tentar quebrar.
A intervenção procura identificar:
- ✦
que ansiedade ou angústia aparece antes do impulso;
- ✦
que emoções são difíceis de suportar;
- ✦
quando começou o comportamento;
- ✦
que situações ativam a vontade de beliscar;
- ✦
se o comportamento é automático, focado ou ritualizado;
- ✦
que sensação de alívio surge durante o ato;
- ✦
que culpa ou vergonha aparece depois;
- ✦
que experiências de crítica, pressão, solidão ou stress estão associadas;
- ✦
que função emocional o comportamento cumpre;
- ✦
que formas alternativas podem regular a ansiedade.
O objetivo é tratar a origem emocional da tensão e construir novas formas de regulação, para que a pessoa não precise de recorrer à escoriação para aliviar o estado interno.
Terapia de Reversão de Hábitos
A Terapia de Reversão de Hábitos é uma abordagem psicológica muito usada em comportamentos repetitivos focados no corpo.
Inclui três componentes principais:
- ✦
Treino de consciência: ajudar a pessoa a perceber quando, onde e como começa o impulso.
- ✦
Identificação de gatilhos: reconhecer momentos, emoções, posturas, espelhos, luzes ou situações que aumentam o risco.
- ✦
Resposta competitiva: substituir o gesto de beliscar por outro comportamento incompatível, como fechar os punhos, segurar um objeto, aplicar as mãos nas pernas, usar uma bola anti-stress ou afastar-se do espelho.
Terapia Cognitivo-Comportamental
A Terapia Cognitivo-Comportamental pode ajudar a identificar pensamentos e padrões que mantêm o comportamento, como "só vou limpar isto", "depois paro", "não consigo resistir" ou "já estraguei tudo".
Também ajuda a criar planos para momentos de risco e a reduzir comportamentos automáticos.
Terapia de Aceitação e Compromisso
A Terapia de Aceitação e Compromisso pode ajudar a pessoa a tolerar impulsos e emoções sem agir automaticamente sobre eles.
A pessoa aprende a notar a vontade de beliscar, deixá-la subir e descer, e escolher uma resposta alinhada com os seus valores.
Estratégias sensoriais e ambientais
Algumas mudanças simples podem ajudar:
- ✦
manter unhas curtas;
- ✦
reduzir tempo em espelhos;
- ✦
evitar luzes muito intensas para inspeção;
- ✦
usar objetos para ocupar as mãos;
- ✦
colocar pensos em zonas vulneráveis;
- ✦
cobrir temporariamente áreas de maior risco;
- ✦
evitar pinças fora de momentos necessários;
- ✦
criar lembretes visuais;
- ✦
usar luvas em fases críticas.
Estas estratégias não substituem a psicoterapia, mas podem ajudar a interromper o automatismo.
Trabalho da vergonha
A vergonha é uma parte importante do tratamento. Muitas pessoas escondem a escoriação e sofrem em silêncio.
Falar sobre o problema em ambiente seguro ajuda a reduzir isolamento e culpa.
A Clínica da Mente pode ajudar?
Sim. A Clínica da Mente pode ajudar pessoas com Perturbação de Escoriação através da Psicoterapia HBM, que é altamente recomendada para este tipo de sofrimento.
A intervenção ajuda a compreender porque beliscar a pele se tornou uma forma de quebrar o estado de ansiedade, angústia, tensão ou desconforto interno.
A Clínica da Mente pode ajudar a pessoa a mapear:
- ✦
quando começou o comportamento;
- ✦
que emoções aparecem antes do impulso;
- ✦
que situações aumentam a tensão;
- ✦
se a escoriação é automática ou focada;
- ✦
que alívio a pessoa procura no gesto;
- ✦
que culpa e vergonha aparecem depois;
- ✦
que experiências de vida estão ligadas à tensão;
- ✦
que padrões de stress, solidão, exigência ou crítica alimentam o ciclo;
- ✦
que formas alternativas podem regular a ansiedade.
O objetivo é tratar a causa emocional que mantém o impulso e ajudar a pessoa a recuperar controlo, autoestima e liberdade sem vergonha.
Como Viver com Esta Perturbação
Viver com Perturbação de Escoriação pode ser muito desgastante. A pessoa pode passar o dia a tentar controlar as mãos, esconder feridas, evitar olhares e prometer que vai parar.
Observar sem julgamento
O primeiro passo é perceber quando o comportamento acontece, sem se atacar. Pergunte-se:
- ✦
estava ansioso?
- ✦
estava angustiado?
- ✦
estava aborrecido?
- ✦
estava sozinho?
- ✦
estava cansado?
- ✦
estava irritado?
- ✦
estava a evitar sentir alguma coisa?
- ✦
estava em piloto automático?
Identificar o estado que quer quebrar
Antes de beliscar, tente perceber: "o que é que eu estou a tentar interromper?"
Pode ser tensão, medo, irritação, vazio, pressão, tristeza, angústia ou inquietação.
Ocupar as mãos
Ter alternativas pode ajudar: bola anti-stress, tecido, elástico, objeto sensorial, desenho, escrita, dobrar papel, massajar as mãos ou qualquer gesto que mantenha as mãos ocupadas.
Reduzir inspeção da pele
Espelhos com luz forte, aproximação excessiva e procura de imperfeições podem aumentar o impulso.
Reduzir gradualmente estes momentos pode ajudar a quebrar o ciclo.
Proteger zonas vulneráveis
Em fases críticas, pode ajudar usar pensos, barreiras temporárias ou roupa que dificulte o acesso à zona onde costuma beliscar.
Reduzir vergonha
A vergonha alimenta o ciclo. Falar com alguém de confiança ou procurar terapia pode ajudar a sair do segredo.
Procurar ajuda psicoterapêutica
Quando o comportamento causa feridas, cicatrizes, sofrimento ou vergonha, a psicoterapia pode ajudar a tratar a tensão emocional que está por trás do impulso.
Mitos e Verdades
| Mito | Verdade |
|---|---|
| "É só um mau hábito." | A escoriação envolve impulso, tensão, alívio temporário e sofrimento. |
| "É falta de higiene." | A perturbação não é falta de higiene; é uma forma desadaptativa de regular ansiedade ou angústia. |
| "Basta ter força de vontade." | A força de vontade sozinha raramente chega quando o comportamento regula tensão emocional. |
| "A pessoa faz isto para se magoar." | O objetivo habitual não é causar dor, mas aliviar tensão ou quebrar um estado ansioso. |
| "Se parar de um dia para o outro, está resolvido." | É preciso compreender o ciclo e criar novas formas de regulação emocional. |
| "A pessoa não quer melhorar." | Muitas pessoas tentam parar repetidamente, mas precisam de ajuda adequada. |
| "Falar sobre isto aumenta o problema." | Falar em ambiente seguro reduz vergonha e permite tratar o ciclo. |
| "A psicoterapia é só conversa." | A psicoterapia ajuda a identificar gatilhos, quebrar automatismos e tratar a ansiedade ou angústia por trás do impulso. |
Quando Procurar Ajuda
Deve procurar ajuda se belisca, coça, espreme ou escoria a pele de forma repetida e sente dificuldade em parar.
Também deve procurar apoio se:
- ✦
tem feridas, crostas, cicatrizes ou infeções;
- ✦
sente vergonha ou esconde a pele;
- ✦
já tentou parar e não conseguiu;
- ✦
belisca mais em momentos de ansiedade, angústia, tensão, tédio ou solidão;
- ✦
sente alívio ao beliscar e culpa depois;
- ✦
evita roupa curta, praia, fotografias, intimidade ou situações sociais;
- ✦
passa muito tempo ao espelho a procurar imperfeições;
- ✦
percebe que o comportamento serve para quebrar um estado interno de ansiedade ou angústia.
A Perturbação de Escoriação pode ser tratada. Com Psicoterapia HBM, é possível compreender a ansiedade ou angústia que está por trás do impulso, quebrar o ciclo de alívio temporário e vergonha, e desenvolver formas mais saudáveis de regulação emocional.
Se existirem feridas extensas, sinais de infeção, dor intensa, febre, secreção, vermelhidão progressiva ou dificuldade de cicatrização, deve procurar avaliação adequada.
Tópicos relacionados
Partilhar este artigo
Autores / Revisores dos conteúdos da Clínica da Mente
Referências Científicas
- 1.American Psychiatric Association (2022). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (5th ed., text rev.; DSM-5-TR). American Psychiatric Association Publishing.
- 2.Grant, J. E., Odlaug, B. L., & Chamberlain, S. R. (2012). Skin picking disorder. American Journal of Psychiatry, 169(11), 1143–1149.
- 3.Scharftenberg, V., Schiele, M. A., Batra, A., & Jelinek, L. (2021). Efficacy of cognitive-behavioral therapy for skin picking disorder: A systematic review and meta-analysis. Journal of Obsessive-Compulsive and Related Disorders, 30, 100656.
- 4.Woods, D. W., & Houghton, D. C. (2016). Evidence-based psychosocial treatments for pediatric body-focused repetitive behavior disorders. Journal of Clinical Child & Adolescent Psychology, 45(3), 227–240.
- 5.Oliveira, J., Certal, C., & Domingues, C. (2017). Impact of the human behaviour map psychotherapeutic model in depressive disorder. Psychreg Journal of Psychology, 1(2), 54–59. Ver fonte
- 6.Oliveira, J., Certal, C., & Domingues, C. (2018). O Modelo Psicoterapêutico HBM na Perturbação Depressiva. Livro de Atas do 3.º Congresso da Ordem dos Psicólogos Portugueses.
- 7.Certal, C. (2018). Anguish… the pain of death: Predictors of suicidal ideation. Journal of Psychology and Clinical Psychiatry, 9(4), 366–367. Ver fonte
- 8.Gonçalves, F., & Ribeiro, S. (2021). HBM Psychotherapeutic Model in Depressive Disorder – Case Study. American Journal of Medicine and Surgery, 6, 1–5.
Publicado em






