Uma pessoa acorda e sente que não consegue mover uma perna. Outra começa a ter tremores intensos. Outra tem crises parecidas com convulsões, mas os exames não mostram epilepsia. Outra perde a voz, a visão, a sensibilidade ou a capacidade de andar de forma súbita.
Estes sintomas podem ser muito assustadores. A pessoa sente-os no corpo, sofre com eles e pode ficar incapaz de trabalhar, estudar, conduzir, cuidar da casa ou realizar tarefas simples.
A Perturbação de Conversão, hoje também designada Perturbação de Sintomas Neurológicos Funcionais, não significa fingimento, manipulação ou "imaginação". Os sintomas são reais e involuntários. A pessoa não os está a produzir de propósito.
O que acontece é uma alteração no funcionamento de determinadas funções neurológicas, como movimento, sensibilidade, fala ou crises. Muitas vezes, os exames estruturais não mostram lesão, mas isso não significa que "não há nada". Significa que o problema está no modo como a função está a ser ativada, bloqueada ou coordenada.
É útil pensar assim: o corpo tem a estrutura preservada, mas a função está perturbada.
A Psicoterapia HBM pode ajudar, mas apenas como parte da terapia necessária. Neste quadro, não deve ser apresentada como tratamento único nem principal. A intervenção deve integrar avaliação neurológica, explicação clara do diagnóstico, fisioterapia especializada quando há sintomas motores, psicoterapia adequada, apoio psiquiátrico quando necessário e trabalho emocional quando existem ansiedade, trauma, stress ou medo associados.
O que é — Definição Clínica
De acordo com o DSM-5-TR, a Perturbação de Sintomas Neurológicos Funcionais caracteriza-se pela presença de um ou mais sintomas de alteração da função motora ou sensorial voluntária, com sinais clínicos de incompatibilidade entre o sintoma e uma doença neurológica ou médica reconhecida.
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Fraqueza ou paralisia
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Tremores
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Movimentos anormais
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Dificuldade na marcha
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Crises não epiléticas funcionais
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Perda de sensibilidade
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Alterações visuais
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Alterações da fala ou da voz
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Dificuldade em engolir
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Sintomas cognitivos funcionais
Um ponto fundamental: o diagnóstico não deve ser feito apenas porque "os exames estão normais". Deve ser feito com base em sinais positivos de funcionamento neurológico funcional, identificados por profissionais experientes.
Por exemplo, em alguns casos de fraqueza funcional, certos testes mostram que a força aparece de forma automática noutras posições ou tarefas, sugerindo que o sistema motor consegue funcionar, mas não está a ser acedido de forma habitual. Isto ajuda a distinguir esta perturbação de doenças neurológicas estruturais, como AVC, esclerose múltipla, epilepsia, miastenia gravis ou lesões medulares.
Sintomas e Sinais
A Perturbação de Conversão pode manifestar-se de muitas formas. Os sintomas variam de pessoa para pessoa e podem surgir de forma súbita ou gradual.
| Categoria | Sintomas comuns | Impacto real no quotidiano |
|---|---|---|
| Motores | Fraqueza, paralisia, tremores, movimentos anormais, dificuldade em andar | A pessoa pode perder autonomia e precisar de ajuda |
| Sensoriais | Dormência, perda de sensibilidade, formigueiros, alterações visuais ou auditivas | A pessoa sente insegurança no corpo e medo de dano permanente |
| Crises funcionais | Episódios parecidos com convulsões, sem atividade epilética típica | Podem levar a urgências e medo intenso |
| Fala e voz | Perda de voz, fala arrastada, dificuldade em articular | A comunicação fica comprometida |
| Cognitivos | Dificuldade de concentração, lapsos, lentificação, confusão funcional | Trabalho, estudos e tarefas diárias ficam afetados |
| Emocionais | Medo, vergonha, ansiedade, frustração, sensação de não ser acreditado | A pessoa pode isolar-se e sentir-se incompreendida |
Fraqueza ou paralisia funcional
A pessoa pode sentir que um braço ou uma perna não responde. Pode arrastar o pé, tropeçar, cair ou precisar de apoio para andar. A fraqueza é real, mas pode variar conforme atenção, contexto, emoção, cansaço ou tipo de tarefa.
Tremores e movimentos funcionais
Podem surgir tremores, espasmos, contrações, movimentos bruscos ou dificuldade em controlar determinados gestos. Estes sintomas podem aumentar quando a pessoa está ansiosa, observada, cansada ou preocupada com o movimento.
Crises não epiléticas funcionais
Algumas pessoas têm crises que se parecem com epilepsia, mas que não apresentam o mesmo padrão de atividade elétrica cerebral no EEG. Estas crises são reais e involuntárias. Não são teatro. Podem estar associadas a stress, trauma, ansiedade, sobrecarga ou estados de desconexão emocional.
Alterações sensoriais
A pessoa pode sentir dormência, perda de sensibilidade, visão turva, visão em túnel, perda funcional da visão, alterações auditivas ou sensação de corpo estranho.
Sintomas que variam
Uma característica frequente é a variabilidade. O sintoma pode piorar em certos contextos e melhorar noutros. Pode desaparecer durante uma ação automática e surgir quando a pessoa tenta controlar voluntariamente. Esta variabilidade não significa fingimento. É uma pista clínica importante.
Causas e Fatores de Risco
A Perturbação de Conversão não deve ser reduzida a "trauma transformado em sintoma". Essa explicação é demasiado simples e pode fazer a pessoa sentir-se culpada. Hoje compreende-se esta perturbação como uma alteração funcional em que movimento, sensação, atenção, expectativa, medo, memória corporal, stress e experiências emocionais podem interferir no modo como o corpo executa determinadas funções.
Funcionamento, não simulação
O sintoma não é produzido de propósito. A pessoa não escolhe ficar sem força, ter tremores ou ter crises. O problema está no funcionamento da função, não na vontade da pessoa.
Stress e sobrecarga
Em algumas pessoas, os sintomas surgem após períodos de stress intenso, exaustão, conflito, perda, trauma, medo, pressão familiar, trabalho exigente ou sobrecarga prolongada. O corpo pode manifestar uma interrupção funcional quando a pessoa já não consegue sustentar o nível de tensão interna.
Trauma ou experiências difíceis
Trauma pode estar presente, mas não é obrigatório para o diagnóstico. Quando existe, pode incluir abuso, violência, acidentes, perdas, humilhação, negligência, medo prolongado ou experiências médicas assustadoras. Nestes casos, a psicoterapia deve trabalhar trauma com cuidado, sem assumir que todos os sintomas têm uma causa traumática única.
Atenção focada no sintoma
Quando a pessoa começa a observar constantemente o movimento, a força, a marcha ou as crises, pode ficar mais presa ao sintoma. A atenção excessiva ao corpo pode interferir com movimentos que antes eram automáticos. Por exemplo, caminhar costuma ser automático. Se a pessoa começa a controlar cada passo com medo de cair, a marcha pode tornar-se mais difícil.
Medo de movimento ou de crise
Depois de um episódio assustador, a pessoa pode passar a temer que aconteça novamente. Esse medo pode levar a evitar andar, sair, fazer esforço, conduzir, trabalhar ou ficar sozinha. O evitamento dá alívio no momento, mas pode manter a incapacidade.
Experiência física anterior
Algumas pessoas desenvolvem sintomas funcionais após uma lesão, queda, doença, cirurgia, dor intensa ou episódio neurológico assustador. Mesmo depois da recuperação estrutural, o corpo pode manter um padrão de proteção, bloqueio ou medo do movimento.
Falta de explicação clara
Quando a pessoa faz muitos exames e ninguém explica o que se passa, pode ficar ainda mais assustada. A frase "não tem nada" pode aumentar o medo e a vergonha. Uma explicação clara, validante e não estigmatizante é parte essencial do tratamento.
Emoções não expressas
Em alguns casos, emoções como medo, raiva, tristeza, culpa ou vergonha podem estar presentes, mas não ser reconhecidas ou expressas. A Psicoterapia HBM pode ajudar nesta parte, como complemento: compreender que emoções, conflitos ou experiências estão a aumentar a tensão interna e a dificultar a recuperação funcional.
Como é Diagnosticada
O diagnóstico deve ser feito por profissionais qualificados, frequentemente com envolvimento de neurologia. O objetivo é confirmar sinais positivos de Perturbação de Sintomas Neurológicos Funcionais e excluir doenças que possam explicar melhor os sintomas.
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História clínica: início dos sintomas, evolução, fatores que agravam ou aliviam, impacto funcional e episódios anteriores.
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Exame neurológico: identificação de sinais positivos de funcionalidade, como inconsistência entre movimentos automáticos e voluntários.
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Exames complementares: ressonância magnética, EEG, análises, estudos neuromusculares ou outros exames quando indicados.
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Crises funcionais: em casos de crises, o vídeo-EEG pode ajudar a distinguir crises não epiléticas funcionais de epilepsia.
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Avaliação psicológica: ansiedade, trauma, stress, depressão, medo, evitamento, impacto familiar e crenças sobre os sintomas.
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Avaliação psiquiátrica: quando existem sintomas emocionais graves, risco suicida, automutilação, perturbações associadas ou dúvidas diagnósticas.
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Diagnóstico diferencial: é importante distinguir de AVC, epilepsia, esclerose múltipla, miastenia gravis, doença de Parkinson, lesões medulares, neuropatias, perturbações vestibulares, efeitos de substâncias ou outras condições médicas.
O diagnóstico deve ser comunicado de forma clara: "os sintomas são reais, têm nome, são reconhecidos clinicamente e podem melhorar com tratamento adequado."
Tratamentos Disponíveis
O tratamento depende do tipo de sintoma. Em muitos casos, a abordagem mais eficaz é multidisciplinar. Pode envolver neurologista, fisioterapeuta especializado, psicólogo, psiquiatra, terapeuta ocupacional, terapeuta da fala e médico de família.
Explicação clara do diagnóstico
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"Os seus sintomas são reais"
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"Não está a fingir"
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"Não é imaginação"
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"Não há sinal de lesão estrutural que explique isto"
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"A função está alterada, mas pode ser treinada"
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"Há tratamento"
Quando a pessoa entende o diagnóstico, reduz medo e aumenta adesão ao tratamento.
Fisioterapia especializada
Quando existem sintomas motores, a fisioterapia especializada é frequentemente uma parte essencial do tratamento. O foco não é apenas fortalecer músculos. O foco é ajudar o corpo a recuperar padrões automáticos de movimento.
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Treino de marcha
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Movimentos funcionais
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Redução da atenção excessiva ao sintoma
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Estratégias para recuperar automatismos
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Exercício gradual
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Confiança no movimento
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Prevenção de evitamento
Terapia ocupacional
Pode ajudar a pessoa a recuperar autonomia nas tarefas diárias: vestir, cozinhar, escrever, trabalhar, estudar ou gerir atividades domésticas. Também ajuda a adaptar tarefas sem reforçar incapacidade.
Psicoterapia
A psicoterapia pode ajudar a lidar com medo, vergonha, ansiedade, stress, trauma, frustração, evitamento e impacto emocional dos sintomas. A Terapia Cognitivo-Comportamental pode ajudar a compreender o ciclo entre sintoma, atenção, medo, evitamento e incapacidade.
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"Vou ficar assim para sempre"
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"O meu corpo deixou de funcionar"
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"Não posso mexer-me"
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"Vou ter outra crise"
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"Ninguém acredita em mim"
Psicoterapia HBM como parte da terapia necessária
A Psicoterapia HBM pode ajudar, mas apenas como parte da terapia necessária e integrada.
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Que emoções estavam presentes quando os sintomas começaram
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Que situações aumentam tensão interna
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Que experiências de stress, medo, perda ou trauma podem estar associadas
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Que conflitos emocionais a pessoa teve dificuldade em expressar
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Que padrões de proteção ou evitamento mantêm incapacidade
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Que significado emocional o sintoma ganhou
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Como reduzir medo e recuperar segurança interna
A HBM não deve substituir neurologia, fisioterapia especializada, terapia ocupacional ou acompanhamento psiquiátrico quando estes são necessários. Neste quadro, o papel da HBM é complementar: ajudar a pessoa a compreender e tratar fatores emocionais que podem contribuir para a manutenção dos sintomas, dentro de uma abordagem clínica mais ampla.
Tratamento do trauma quando aplicável
Quando existe trauma, podem ser úteis abordagens focadas no trauma, como EMDR, TCC focada no trauma ou outras psicoterapias especializadas. O trabalho traumático deve ser feito com estabilização e sem pressa.
Tratamento das crises não epiléticas funcionais
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O que são as crises
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Como agir durante uma crise
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Quando procurar ajuda urgente
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Como reconhecer gatilhos
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Como reduzir medo
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Como evitar tratamentos desnecessários para epilepsia quando a epilepsia foi excluída
Psiquiatria quando necessário
A psiquiatria pode ser útil quando há depressão, ansiedade intensa, insónia, trauma grave, risco suicida, automutilação ou outras perturbações associadas. Não existe medicação que trate diretamente a Perturbação de Conversão em si, mas pode haver tratamento indicado para sintomas ou perturbações associadas.
A Clínica da Mente pode ajudar?
Sim, mas com enquadramento adequado. A Clínica da Mente pode ajudar pessoas com Perturbação de Conversão através da Psicoterapia HBM como parte da terapia necessária, sobretudo quando existem ansiedade, trauma, stress, medo, vergonha, conflitos emocionais ou padrões de evitamento associados aos sintomas.
No entanto, este quadro exige frequentemente uma abordagem integrada. A HBM deve ser articulada com avaliação neurológica, fisioterapia especializada, terapia ocupacional, acompanhamento médico e psiquiatria quando necessário.
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O que estava a acontecer emocionalmente quando o sintoma surgiu
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Que situações aumentam ou reduzem os sintomas
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Que medo ficou associado ao corpo
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Que experiências de stress ou trauma podem estar envolvidas
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Que evitamentos mantêm incapacidade
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Que vergonha ou frustração surgiu por não ser acreditada
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Como recuperar segurança interna
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Como colaborar com outros profissionais no plano de recuperação
O objetivo não é dizer que o sintoma "é psicológico" ou "está na cabeça". O objetivo é ajudar a pessoa a compreender a ligação entre corpo, função, medo e emoção, enquanto recebe o tratamento físico e clínico necessário.
Como Viver com Esta Perturbação
Viver com sintomas neurológicos funcionais pode ser confuso e angustiante. A pessoa pode sentir que perdeu confiança no próprio corpo.
Acreditar que os sintomas são reais
Aceitar o diagnóstico não significa aceitar que "é imaginação". Os sintomas são reais e involuntários.
Evitar a frase "não tenho nada"
O mais correto é pensar: "tenho uma alteração funcional que pode melhorar com tratamento adequado."
Seguir um plano integrado
O tratamento costuma funcionar melhor quando há comunicação entre profissionais: neurologia, fisioterapia, psicoterapia, médico de família e, se necessário, psiquiatria.
Reduzir medo do movimento
Se existe fraqueza ou dificuldade em andar, evitar tudo pode aumentar incapacidade. A reabilitação gradual ajuda a recuperar confiança.
Observar gatilhos sem culpa
Sintomas podem piorar com stress, cansaço, medo, conflito, dor ou atenção excessiva. Isso não significa fingimento. Significa que o sistema é sensível a contexto.
Envolver a família
A família deve validar os sintomas sem reforçar dependência excessiva. Apoiar é diferente de fazer tudo pela pessoa. O objetivo é ajudar a recuperar autonomia.
Procurar profissionais que conheçam FND
Quando os profissionais entendem esta perturbação, a comunicação é mais clara e o tratamento mais eficaz.
Mitos e Verdades
| Mito | Verdade |
|---|---|
| "É tudo da cabeça." | Os sintomas são reais e involuntários. O problema é funcional, não fingido. |
| "Se os exames estão normais, não há doença." | Pode existir uma perturbação funcional mesmo sem lesão estrutural visível. |
| "A pessoa está a manipular." | A Perturbação de Conversão não é simulação. |
| "Não tem tratamento." | Fisioterapia especializada, psicoterapia, explicação adequada e abordagem multidisciplinar podem ajudar. |
| "A Psicoterapia HBM sozinha resolve." | A HBM pode ajudar como parte da terapia necessária, mas não substitui neurologia, fisioterapia ou outros cuidados. |
| "Tem sempre origem num trauma." | Trauma pode existir, mas não é obrigatório para o diagnóstico. |
| "Mexer-se piora sempre." | Com orientação especializada, o movimento gradual pode ajudar a recuperar função. |
| "Crises funcionais são fingidas." | São reais e involuntárias, embora não sejam crises epiléticas. |
Quando Procurar Ajuda
Deve procurar ajuda se surgirem sintomas neurológicos como fraqueza, paralisia, tremores, movimentos anormais, crises, perda de sensibilidade, alterações da visão, fala ou marcha.
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Os exames não explicam os sintomas, mas estes continuam
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Sente que perdeu confiança no corpo
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Evita andar, sair, trabalhar ou ficar sozinho
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Tem crises semelhantes a convulsões
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Sente vergonha ou medo de não ser acreditado
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Os sintomas pioram com stress, cansaço ou ansiedade
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Precisa de reabilitação para recuperar função
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Existe trauma, ansiedade ou depressão associados
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Há pensamentos de morte, autoagressão ou desespero
A Perturbação de Conversão pode melhorar com diagnóstico correto, explicação clara, fisioterapia especializada, psicoterapia adequada e acompanhamento integrado. A Psicoterapia HBM pode ajudar como parte da terapia necessária, especialmente no trabalho emocional associado, mas deve estar integrada num plano clínico mais amplo.
Se houver sintomas neurológicos súbitos, perda de consciência, fraqueza nova, alteração da fala, dor intensa, crise prolongada, risco de queda grave, autoagressão ou perigo imediato, deve contactar o 112 ou procurar urgência.
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Referências Científicas
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