Durante meses ou anos, uma pessoa pode sentir dores, fadiga, desconforto gastrointestinal, falta de ar, aperto no peito, tonturas ou outros sintomas físicos que interferem profundamente com a sua vida.
Vai a consultas, faz exames, procura respostas, recebe resultados normais ou explicações inconclusivas, mas continua a sentir o corpo como fonte de ameaça. A frase "não tem nada" pode ser especialmente dolorosa, porque a pessoa sente que tem algo: sente dor, cansaço, medo e limitação.
Na Perturbação de Sintomas Somáticos, os sintomas físicos são reais. O sofrimento é real. O problema não é a pessoa estar a inventar. O problema é que a relação com o corpo se torna dominada por medo, vigilância, preocupação e procura constante de segurança.
A pessoa passa a observar cada sensação como possível sinal de doença grave. Um desconforto pode parecer perigo. Uma dor ligeira pode gerar pensamentos catastróficos. Um resultado médico tranquilizador pode aliviar por pouco tempo, mas a dúvida regressa.
Esta perturbação pode existir mesmo quando há uma doença médica real. O diagnóstico não depende de provar que "não existe nada físico". Depende da forma como os sintomas passam a consumir tempo, energia, emoções e funcionamento.
A Psicoterapia HBM pode ajudar a compreender o que está por trás deste estado de alerta corporal: medo da doença, experiências anteriores de sofrimento, perdas, ansiedade, sensação de não ser ouvido, necessidade de controlo ou emoções que passaram a ser sentidas através do corpo.
O que é — Definição Clínica
De acordo com o DSM-5-TR, a Perturbação de Sintomas Somáticos caracteriza-se pela presença de um ou mais sintomas físicos que causam sofrimento ou interferem significativamente com a vida diária.
Além dos sintomas físicos, existe pelo menos uma das seguintes respostas: pensamentos persistentes e desproporcionados sobre a gravidade dos sintomas; ansiedade elevada e persistente sobre saúde ou sintomas; tempo e energia excessivos dedicados aos sintomas ou preocupações de saúde.
Os sintomas costumam persistir durante vários meses, habitualmente mais de 6 meses. Um ponto essencial: a Perturbação de Sintomas Somáticos não exige que os sintomas sejam medicamente inexplicáveis. A pessoa pode ter uma condição médica real e, ainda assim, desenvolver preocupação excessiva, medo persistente e comportamentos de verificação em torno dos sintomas.
Por isso, não se deve dizer simplesmente "é psicológico" ou "não tem nada". O mais correto é compreender como o corpo, a ansiedade, a história emocional e a interpretação dos sintomas se ligam.
Sintomas e Sinais
A Perturbação de Sintomas Somáticos envolve sintomas físicos, preocupação com saúde, ansiedade, comportamentos de verificação e impacto na vida diária.
| Categoria | Sintomas comuns | Impacto real no quotidiano |
|---|---|---|
| Físicos | Dor, fadiga, náuseas, desconforto intestinal, falta de ar, tonturas, palpitações | A pessoa sente-se limitada e insegura no próprio corpo |
| Cognitivos | "isto deve ser grave", "os médicos não encontraram ainda", "vou piorar" | A mente interpreta sensações como ameaça |
| Emocionais | Ansiedade, medo, frustração, tristeza, irritação, desesperança | O corpo torna-se fonte permanente de preocupação |
| Comportamentais | Procurar exames, verificar sinais, pesquisar sintomas, evitar esforço | A vida começa a girar em torno da saúde |
| Relacionais | Pedir garantias, sentir-se incompreendido, conflitos familiares | A pessoa pode sentir que ninguém acredita no seu sofrimento |
Dor ou sintomas físicos persistentes
Os sintomas mais frequentes incluem dor, fadiga, sintomas digestivos, tonturas, falta de ar, palpitações, fraqueza ou sensação de mal-estar. A intensidade pode variar. Alguns dias parecem melhores; outros parecem confirmar que algo grave está a acontecer.
Ansiedade em relação à saúde
A pessoa pode sentir medo constante de doença grave. Mesmo depois de exames normais, a dúvida regressa: "e se escapou alguma coisa?", "e se ainda não descobriram?", "e se estou a piorar?"
Verificação corporal
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Medir tensão
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Observar batimentos cardíacos
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Pesquisar sintomas online
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Examinar pele, nódulos ou dores
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Comparar sensações
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Pedir opinião a familiares
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Procurar garantias médicas
Isto alivia no momento, mas mantém o ciclo de medo.
Evitamento
Por medo de piorar, a pessoa pode evitar exercício, trabalho, viagens, vida social, relações íntimas ou atividades antes normais. O evitamento pode reduzir ansiedade no imediato, mas aumenta incapacidade a longo prazo.
Frustração por não ser acreditado
Muitas pessoas com sintomas somáticos persistentes sentem-se desvalorizadas. Foram ouvidas frases como "isso é stress", "é da sua cabeça" ou "não tem nada". Esta invalidação aumenta sofrimento e pode tornar a pessoa ainda mais vigilante e desconfiada.
Causas e Fatores de Risco
A Perturbação de Sintomas Somáticos deve ser compreendida como uma relação difícil entre corpo, medo, atenção, experiências de vida e sofrimento emocional. O corpo torna-se o centro da ameaça. A pessoa sente sintomas reais e passa a interpretá-los como sinais de perigo. Quanto mais medo sente, mais observa o corpo. Quanto mais observa o corpo, mais sensações encontra. E quanto mais sensações encontra, mais medo sente.
Ansiedade e medo da doença
A ansiedade pode tornar a pessoa mais atenta às sensações corporais. Uma dor, tontura ou alteração digestiva passa a ser lida como sinal de algo grave. Este medo pode nascer de experiências anteriores de doença, perdas, sustos médicos ou sensação de que o corpo é frágil.
Hipervigilância corporal
Quando a pessoa observa o corpo constantemente, sensações normais tornam-se ameaçadoras. O corpo nunca está totalmente silencioso. Há batimentos, movimentos digestivos, dores passageiras, tensão, cansaço e variações. Em estado de medo, tudo pode parecer sinal de doença.
Experiências de doença na família
Ter vivido com familiares doentes, ter perdido alguém por doença, ter assistido a sofrimento físico ou ter passado por diagnósticos assustadores pode marcar a relação com o corpo. A pessoa pode viver com a sensação de que uma doença grave pode surgir a qualquer momento.
Trauma e insegurança
Experiências de trauma, negligência, abandono, instabilidade ou medo podem fazer com que o corpo se torne o lugar onde o sofrimento aparece. Quando emoções como medo, tristeza, raiva ou angústia não encontram espaço para ser expressas, podem surgir através de tensão, dor, fadiga ou desconforto.
Invalidação médica ou familiar
Quando a pessoa sente que não foi ouvida ou que o seu sofrimento foi minimizado, pode ficar mais presa à necessidade de provar que algo está errado. A procura repetida de exames pode ser também uma procura de validação: "preciso que alguém reconheça que estou a sofrer".
Necessidade de controlo
Quando a vida parece incerta, controlar o corpo pode parecer uma forma de segurança. A pessoa verifica, pesquisa e consulta para tentar reduzir o medo. Mas o corpo nunca oferece garantia absoluta, e por isso a procura de certeza pode tornar-se interminável.
Dificuldade em nomear emoções
Algumas pessoas têm dificuldade em reconhecer ou expressar emoções. Podem perceber melhor o cansaço, a dor ou o aperto no peito do que a tristeza, raiva, culpa ou medo. Nesses casos, o corpo comunica aquilo que a pessoa ainda não consegue dizer.
Stress acumulado
Problemas familiares, trabalho exigente, perdas, conflitos, isolamento, responsabilidades excessivas ou exaustão podem aumentar sintomas físicos. Os sintomas podem tornar-se o sinal visível de uma sobrecarga emocional prolongada.
O ciclo dos sintomas somáticos
| Etapa do ciclo | Como se manifesta |
|---|---|
| Sintoma físico | Dor, fadiga, tontura, desconforto ou palpitação. |
| Interpretação de perigo | "Isto é grave", "vou piorar", "ninguém descobre o que tenho." |
| Ansiedade | O medo aumenta e o corpo fica mais tenso. |
| Hipervigilância | A pessoa observa mais o corpo e encontra novas sensações. |
| Verificação | Pesquisas, exames, pedidos de garantia ou consultas repetidas. |
| Alívio temporário | A tranquilização dura pouco. |
| Repetição | A dúvida volta e o ciclo recomeça. |
Como é Diagnosticada
O diagnóstico deve ser feito por um profissional qualificado, podendo envolver médico de família, psiquiatra, psicólogo clínico ou outros especialistas conforme os sintomas. A avaliação deve ser cuidadosa. O objetivo não é ignorar sintomas físicos, mas evitar uma investigação interminável sem plano, ao mesmo tempo que se compreende o impacto emocional da preocupação com a saúde.
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Sintomas físicos: tipo, duração, intensidade, evolução, fatores que aliviam ou agravam.
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Avaliação médica adequada: exames ou consultas necessários para excluir causas importantes, sem multiplicar investigações repetidas sem indicação clínica.
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Preocupação associada: pensamentos sobre gravidade, medo de doença, medo de incapacidade ou medo de morte.
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Comportamentos de verificação: pesquisas, medições, consultas repetidas, pedidos de garantia, autoexames ou evitamento.
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Impacto funcional: trabalho, estudos, relações, sono, atividade física, vida social e autonomia.
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História emocional: perdas, doenças na família, experiências médicas difíceis, trauma, ansiedade, invalidação ou stress prolongado.
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Comorbilidades: ansiedade, pânico, depressão, trauma, perturbação de ansiedade de doença, consumo de substâncias ou outras perturbações.
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Risco emocional: desesperança, isolamento, ideação suicida ou incapacidade de funcionar.
O diagnóstico não deve ser feito apenas porque os exames estão normais. Deve basear-se no conjunto: sintomas físicos reais, sofrimento significativo e pensamentos, emoções ou comportamentos excessivos em torno da saúde.
Tratamentos Disponíveis
A Perturbação de Sintomas Somáticos pode ser tratada. O objetivo não é negar sintomas, mas mudar a relação com o corpo, reduzir medo, recuperar funcionamento e tratar o sofrimento emocional que alimenta o ciclo.
Psicoterapia HBM
A Psicoterapia HBM pode ajudar pessoas com sintomas somáticos persistentes quando existe sofrimento emocional, ansiedade, medo da doença, experiências traumáticas, invalidação, perdas ou dificuldade em compreender o que o corpo está a expressar.
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Quando começaram os sintomas
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Que acontecimentos emocionais estavam presentes nessa fase
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Que medo ficou associado ao corpo
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Que experiências de doença ou perda marcaram a pessoa
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Que emoções são difíceis de nomear
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Que situações aumentam os sintomas
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Que comportamentos de verificação mantêm o ciclo
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Que necessidade de controlo está presente
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Como recuperar segurança interna
O objetivo não é dizer que "é tudo emocional". O objetivo é compreender a ligação entre corpo, medo e história emocional, ajudando a pessoa a sentir-se mais segura no próprio corpo.
Terapia Cognitivo-Comportamental
A Terapia Cognitivo-Comportamental pode ajudar a identificar pensamentos catastróficos sobre sintomas, reduzir verificação, diminuir evitamento e retomar atividades. Trabalha ideias como: "esta dor significa algo grave"; "não posso fazer esforço"; "os médicos falharam alguma coisa"; "vou perder o controlo"; "não consigo viver com esta sensação". Também ajuda a criar planos graduais para recuperar funcionamento.
Terapia de Aceitação e Compromisso
A ACT pode ajudar a pessoa a deixar de organizar toda a vida em torno da eliminação total dos sintomas. O foco passa a ser viver com mais liberdade, mesmo quando há desconforto, reduzindo a luta constante contra cada sensação corporal.
Mindfulness e grounding
Estratégias de atenção plena podem ajudar a observar sensações sem reagir automaticamente com medo. O objetivo não é ignorar o corpo, mas aprender a notar sensações sem transformá-las imediatamente em catástrofe.
Médico de referência
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Evitar exames repetidos sem necessidade
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Garantir avaliação quando há sinais novos ou preocupantes
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Reduzir procura desorganizada de opiniões
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Criar confiança
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Integrar cuidados físicos e emocionais
Reativação gradual
Quando a pessoa evita movimento, trabalho ou vida social por medo dos sintomas, pode ser necessário retomar atividades de forma gradual. A recuperação não exige ignorar limites, mas também não deve permitir que o medo reduza cada vez mais a vida.
Apoio familiar
A família pode ajudar validando o sofrimento sem reforçar o medo. O apoio útil é dizer: "acredito que estás a sofrer" e, ao mesmo tempo, incentivar tratamento, rotina e autonomia.
A Clínica da Mente pode ajudar?
Sim. A Clínica da Mente pode ajudar pessoas com Perturbação de Sintomas Somáticos através da Psicoterapia HBM, sobretudo quando os sintomas físicos estão ligados a ansiedade, medo da doença, stress, trauma, perdas, insegurança ou emoções difíceis de expressar. A intervenção ajuda a compreender a relação entre o corpo e a história emocional da pessoa.
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Quando começaram os sintomas
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Que acontecimentos emocionais estavam a acontecer nessa fase
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Que medo ficou associado ao corpo
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Que experiências de doença, perda ou invalidação marcaram a pessoa
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Que sensações são interpretadas como perigo
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Que comportamentos de verificação mantêm ansiedade
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Que emoções podem estar a ser expressas através do corpo
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Como reduzir a hipervigilância corporal
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Como recuperar confiança e funcionamento
A Psicoterapia HBM não substitui avaliação médica quando existem sintomas físicos. O trabalho mais seguro é integrado: cuidar do corpo, excluir sinais clínicos importantes e tratar o medo, a ansiedade e o sofrimento emocional que mantêm o ciclo.
Como Viver com Esta Perturbação
Viver com sintomas físicos persistentes pode ser desgastante. A pessoa pode sentir-se presa entre duas dores: os sintomas e o medo de não ser acreditada.
Validar o sintoma sem catastrofizar
É possível dizer: "estou a sentir isto" sem concluir automaticamente: "isto é grave". Validar não é entrar em pânico. É reconhecer a sensação e responder com mais equilíbrio.
Reduzir pesquisas online
Pesquisar sintomas pode parecer tranquilizador, mas muitas vezes aumenta medo. É preferível anotar dúvidas e discuti-las com um médico de referência.
Criar uma relação médica estável
Ter um profissional que conhece a história evita consultas repetidas e contraditórias. A confiança reduz a necessidade de procurar sempre uma nova confirmação.
Identificar gatilhos emocionais
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Os sintomas pioram em stress?
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Surgem após conflitos?
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Aumentam quando estou sozinho?
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Pioram quando penso numa doença?
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Aparecem quando estou exausto?
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Diminuem quando me sinto seguro?
Estas perguntas ajudam a compreender o ciclo.
Retomar atividades gradualmente
Evitar tudo por medo dos sintomas reduz confiança no corpo. Pequenos passos ajudam: caminhar um pouco, retomar tarefas simples, sair por períodos curtos, recuperar rotinas.
Trabalhar o medo do corpo
O corpo pode voltar a ser sentido como aliado, não inimigo. Isso exige tempo, segurança e psicoterapia adequada.
Mitos e Verdades
| Mito | Verdade |
|---|---|
| "Os sintomas são imaginários." | Os sintomas são reais e causam sofrimento genuíno. |
| "Se os exames estão normais, não há sofrimento." | Pode haver sofrimento intenso mesmo sem uma explicação médica clara. |
| "É tudo psicológico." | Corpo e emoções estão ligados. A perturbação envolve sintomas físicos reais e preocupação excessiva com eles. |
| "A pessoa quer atenção." | Muitas pessoas sentem vergonha e medo de não serem acreditadas. |
| "Basta dizer que não tem nada." | Esta frase costuma aumentar a angústia e a sensação de invalidação. |
| "Mais exames resolvem sempre." | Exames podem ser necessários, mas a repetição sem plano pode manter o ciclo de medo. |
| "A psicoterapia nega o corpo." | A psicoterapia ajuda a compreender a relação entre corpo, medo e emoções, sem negar os sintomas. |
| "Nunca melhora." | Com acompanhamento adequado, a pessoa pode reduzir medo, recuperar funcionamento e viver com mais segurança. |
Quando Procurar Ajuda
Deve procurar ajuda se sintomas físicos persistentes estão a dominar a sua vida ou se a preocupação com a saúde se tornou constante.
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Passa muito tempo a verificar sintomas
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Pesquisa doenças repetidamente
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Procura consultas ou exames de forma frequente sem alívio duradouro
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Evita atividades por medo de piorar
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Sente ansiedade intensa sobre o corpo
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Sente que ninguém acredita no seu sofrimento
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Os sintomas interferem com trabalho, relações ou vida diária
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Sente tristeza, desesperança ou isolamento
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Percebe que stress ou emoções influenciam os sintomas
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Tem pensamentos de morte ou autoagressão
A Perturbação de Sintomas Somáticos pode ser tratada. Com avaliação médica adequada, Psicoterapia HBM e outras abordagens psicológicas, é possível compreender o ciclo entre corpo, medo e emoções, reduzir a hipervigilância e recuperar qualidade de vida.
Se surgir dor súbita intensa, falta de ar grave, perda de consciência, sinais neurológicos, febre persistente, agravamento rápido, ideação suicida com plano ou qualquer situação de perigo, deve contactar o 112 ou procurar urgência.
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Referências Científicas
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