
O que é um Ataque de Pânico?
Um Ataque de Pânico, clinicamente designado Perturbação de Pânico, é uma manifestação súbita e avassaladora de ansiedade extrema, que ocorre muitas vezes sem aviso prévio. É uma "tempestade perfeita" no sistema nervoso, onde o corpo reage a um perigo mortal que, na realidade, não existe naquele momento.
Caracteriza-se por sensações físicas tão intensas que são frequentemente confundidas com um ataque cardíaco ou emergência médica. Isto gera um ciclo vicioso: o medo de ter um novo ataque torna-se, por si só, o gatilho para a ansiedade constante, o chamado "medo do medo".
Muitas pessoas lembram-se claramente do primeiro ataque. Onde estavam, o que sentiram, o que pensaram. Esse episódio, o ataque-raiz, fica registado como uma experiência emocional intensa. A partir daí, a pessoa não teme apenas o que sentiu naquele dia. Teme que volte a acontecer. E é esse medo de repetição que organiza tudo o que vem a seguir.
Estima-se que cerca de 11% da população portuguesa experiencie pelo menos um ataque de pânico ao longo da vida. A Perturbação de Pânico, quando os ataques são recorrentes e condicionam o comportamento, afeta entre 2% a 3% da população adulta.
"O medo é real, mas o perigo muitas vezes não é. Ajudamo-lo a distinguir os dois, a quebrar o ciclo da ansiedade e a recuperar a confiança no seu próprio corpo."
Dr. Pedro Brás, Fundador da Clínica da Mente

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Sintomas de Ataque de Pânico: Reconhece estes Sinais?
Os ataques de pânico manifestam-se em quatro dimensões. Reconhecer o impacto real de cada uma é o primeiro passo para compreender o que se passa.
Coração acelerado, falta de ar, aperto no peito, tonturas, tremores, suor, náuseas
A pessoa sente que pode desmaiar, morrer ou perder o controlo
"Vou ter um ataque", "não vou aguentar", "vou morrer", "vou enlouquecer"
A pessoa interpreta sensações internas normais como ameaça de vida
Medo intenso, angústia, insegurança, sensação de vulnerabilidade e desamparo
A pessoa sente-se refém do próprio corpo e do medo
Evitar lugares, fugir, precisar de acompanhante, verificar sintomas, pedir garantias
A vida fica progressivamente limitada pelo medo de novo ataque
| Dimensão | Sintomas comuns | Impacto real no quotidiano |
|---|---|---|
| Físico | Coração acelerado, falta de ar, aperto no peito, tonturas, tremores, suor, náuseas | A pessoa sente que pode desmaiar, morrer ou perder o controlo |
| Cognitivo | "Vou ter um ataque", "não vou aguentar", "vou morrer", "vou enlouquecer" | A pessoa interpreta sensações internas normais como ameaça de vida |
| Emocional | Medo intenso, angústia, insegurança, sensação de vulnerabilidade e desamparo | A pessoa sente-se refém do próprio corpo e do medo |
| Comportamental | Evitar lugares, fugir, precisar de acompanhante, verificar sintomas, pedir garantias | A vida fica progressivamente limitada pelo medo de novo ataque |
Porque é que o pânico não passa sozinho?
Não é fraqueza. É um ciclo. E os ciclos têm um ponto de entrada: o ataque-raiz.
1. Ataque-raiz
Um episódio intenso fica registado como experiência emocional de perigo. A pessoa lembra-se claramente: onde estava, o que sentiu, o que pensou.
2. Medo de repetição
A pessoa passa a antecipar nova crise: "e se voltar a acontecer?". Este medo pode ser mais limitador do que o próprio ataque.
3. Hipervigilância corporal
O corpo deixa de ser seguro. Cada batimento mais forte, tontura ou calor é observado como possível sinal de novo ataque.
4. Interpretação de ameaça
Sensações físicas normais são lidas como perigo: "vou morrer", "vou desmaiar", "vou perder o controlo".
5. Evitamento
Supermercados, transportes, conduzir, filas, estar sozinho. A vida começa a encolher para evitar situações associadas ao pânico.
6. Manutenção do ciclo
O alívio de evitar confirma internamente que evitar era necessário. O ciclo fecha-se e repete-se.
| Etapa do ciclo | O que acontece |
|---|---|
| Ataque-raiz | Um episódio intenso fica registado como experiência emocional de perigo. A pessoa lembra-se claramente: onde estava, o que sentiu, o que pensou. |
| Medo de repetição | A pessoa passa a antecipar nova crise: "e se voltar a acontecer?". Este medo pode ser mais limitador do que o próprio ataque. |
| Hipervigilância corporal | O corpo deixa de ser seguro. Cada batimento mais forte, tontura ou calor é observado como possível sinal de novo ataque. |
| Interpretação de ameaça | Sensações físicas normais são lidas como perigo: "vou morrer", "vou desmaiar", "vou perder o controlo". |
| Evitamento | Supermercados, transportes, conduzir, filas, estar sozinho. A vida começa a encolher para evitar situações associadas ao pânico. |
| Manutenção do ciclo | O alívio de evitar confirma internamente que evitar era necessário. O ciclo fecha-se e repete-se. |
A Psicoterapia HBM não trata cada ataque como um episódio isolado. Mapeia o ciclo completo: qual foi o ataque-raiz, que estímulos se tornaram agressores, que estratégias de proteção mantêm a dependência, e onde o ciclo pode ser interrompido.
O que desencadeia o ataque-raiz?
O primeiro ataque de pânico pode ter acontecido num período de stress elevado, após um evento marcante, ou aparentemente sem razão visível. O contexto em que ocorre varia de pessoa para pessoa.
O que a Psicoterapia HBM mapeia não é a causa original, mas o ciclo que se formou a partir daí. Que estímulos ficaram associados ao perigo. Que comportamentos de proteção se instalaram. E onde esse ciclo pode ser interrompido de forma definitiva.
Tratar o ataque-raiz não é apagar o passado. É retirar a carga emocional que o passado ainda exerce no presente.
"Não precisamos de saber porque começou. Precisamos de perceber o que o mantém, e é aí que trabalhamos."
Dr. Pedro Brás, Director Clínico, Clínica da Mente
O que a Psicoterapia HBM faz que outras abordagens não fazem
Não existe uma abordagem certa ou errada. Existe a abordagem certa para cada pessoa. Esta é a nossa.
Foco
Outras abordagens
Controlar os sintomas e reduzir a ansiedade aguda
Psicoterapia HBM
Identificar e resolver o ataque-raiz que organiza o ciclo do pânico
Abordagem ao corpo
Outras abordagens
Ensinar técnicas de respiração e relaxamento para gerir crises
Psicoterapia HBM
Mapear os estímulos agressores que activam a resposta de alarme
Evitamento
Outras abordagens
Exposição gradual para habituar o sistema nervoso
Psicoterapia HBM
Compreender a função do evitamento e dissolver o seu significado emocional
Duração
Outras abordagens
Processo contínuo sem prazo definido
Psicoterapia HBM
Programa estruturado de 8 semanas com o mesmo terapeuta do início ao fim
Medicação
Outras abordagens
Frequentemente combinada com ansíoliticos ou antidepressivos
Psicoterapia HBM
Tratamento psicoterapêutico; quando a medicação é necessária, é acompanhada pela nossa psiquiatria.
Resultado
Outras abordagens
Redução da frequência e intensidade dos ataques
Psicoterapia HBM
Redução significativa ou desaparecimento dos ataques na maioria das pessoas que completam o programa.
| Dimensão | Maioria das abordagens | Psicoterapia HBM |
|---|---|---|
| Foco | Controlar os sintomas e reduzir a ansiedade aguda | Identificar e resolver o ataque-raiz que organiza o ciclo do pânico |
| Abordagem ao corpo | Ensinar técnicas de respiração e relaxamento para gerir crises | Mapear os estímulos agressores que activam a resposta de alarme |
| Evitamento | Exposição gradual para habituar o sistema nervoso | Compreender a função do evitamento e dissolver o seu significado emocional |
| Duração | Processo contínuo sem prazo definido | Programa estruturado de 8 semanas com o mesmo terapeuta do início ao fim |
| Medicação | Frequentemente combinada com ansíoliticos ou antidepressivos | Tratamento psicoterapêutico; quando a medicação é necessária, é acompanhada pela nossa psiquiatria. |
| Resultado | Redução da frequência e intensidade dos ataques | Redução significativa ou desaparecimento dos ataques na maioria das pessoas que completam o programa. |
Esta comparação é de carácter informativo e não pretende desvalorizar outras abordagens terapêuticas. A escolha do tratamento deve ser feita com o profissional de saúde adequado.
Como Tratamos a Ataques de Pânico
Os ataques de pânico são uma das condições mais limitantes, mas também das mais tratáveis. Na Clínica da Mente, eliminamos o medo do medo, atuando nas causas emocionais com um ecossistema de suporte completo.
Plano Psicoterapêutico 8 Semanas
8 semanas de intervenção psicoterapêutica intensiva, com o mesmo terapeuta do início ao fim. Atua nas causas emocionais subjacentes ao pânico, dissociando a carga emocional das memórias que desencadeiam os ataques. Disponível presencialmente e online.
O programa intensivo dura 8 semanas. O acompanhamento continua.
A fase intensiva está organizada em oito semanas. O percurso pode prolongar-se através de duas fases complementares.
Intervenção intensiva
Sessões individuais de psicoterapia, com objetivos definidos para cada fase e avaliação da evolução ao longo do processo.
Consolidação
Depois da fase intensiva, acompanhamos a adaptação da pessoa ao quotidiano, a manutenção das mudanças alcançadas e o aparecimento de eventuais dificuldades.
Acompanhamento 365
Através da aplicação Clínica da Mente Comigo, a pessoa mantém uma ligação à equipa, tem acesso a um psicólogo assistente e pode solicitar sessões de acordo com as suas necessidades e condições do plano.
Incluído nos Planos 2 e 3"Os ataques de pânico são o grito da mente a pedir ajuda. Com o tratamento adequado, é possível eliminar completamente os ataques e recuperar a liberdade."
Dr. Pedro Brás, Director Clínico, Clínica da Mente
Testemunhos de Superação dos Ataques de Pânico
Conheça as histórias de pessoas que venceram os ataques de pânico com o nosso programa terapêutico. Testemunhos reais de transformação e liberdade.
Testemunho de recuperação de Ataques de Pânico com Psicoterapia HBM
Aviso legal: Os resultados variam de pessoa para pessoa e dependem de múltiplos fatores clínicos. Estes testemunhos não constituem uma garantia de resultados.
O que 607 pessoas dizem de nós
Avaliações reais dos nossos pacientes no Google e na Doctoralia.
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Literatura Científica sobre HBM e Ataques de Pânico
A eficácia do Modelo Psicoterapêutico HBM no tratamento da perturbação de pânico está documentada em publicações científicas publicadas em revistas internacionais de psicologia e saúde.
Certal, C., & Oliveira, C. (2018). Intervenção psicoterapêutica HBM: O impacto do modelo na perturbação de pânico. Psicologia, Saúde & Doenças, 19(3), 653–668. Ver publicação
Estudo clínico interno com dados de eficácia em pacientes reais

Dra. Ângela Rodrigues
Última revisão: março de 2026
Coordenadora Clínica, Porto | Psicoterapeuta Supervisora
Mestre em Psicologia Clínica, Doutoranda em Psicologia da Saúde. Supervisora em Psicoterapia HBM. Inscrita na Ordem dos Psicólogos Portugueses com cédula n.º 19382.
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